sexta-feira, 8 de julho de 2022

Toinho Alves - Um garanhuense que conquistou o mundo

No início dos anos 1970, quando os baianos já tinham seus nomes consolidados e Luiz Gonzaga ainda reinava de Norte a Sul do País, surgiu em Pernambuco um novo grupo musical. Formado por cinco integrantes ainda moços, foi denominado criativamente de  'Quinteto Violado'. O primeiro disco da banda, naqueles tempos de vinil, trouxe um arranjo de Asa Branca que encantou os apreciadores da boa música brasileira. Trazia ainda Acauã e outros clássicos da discografia de Luiz Gonzaga, que desde o começo inspirou os jovens conterrâneos.

O Quinteto deslanchou de vez quando foi descoberto por Gilberto Gil, já um nome de peso da MPB. Ele ouviu o som do Violado e elogiou os rapazes, com repercussão intensa em Pernambuco e no Centro-Sul do País. A partir daí ninguém segurou mais o grupo, que passou  a lançar um disco a cada ano, cantando as nossas vaquejadas (a faixa principal do segundo vinil celebra a grande vaquejada de Surubim), as feiras livres (o terceiro disco é intitulado 'A Feira' e trás dentre outras músicas, 'A Procissão', de Gilberto Gil, e 'Pau de Arara', já gravada por Luiz Gonzaga), os flagelos e também as belezas do Nordeste.

Toinho Alves ficou à frente do grupo por 40 anos.  Era contrabaixista, vocalista em algumas faixas e líder do Quinteto Violado. Saiu aqui da terrinha rapaz, depois de ter frequentado as salas do Colégio Diocesano e no Recife foi se formar em Engenharia Química. Mas o seu destino era a música e dela viveu até os 64 anos.

FAMÍLIA DE MÚSICOS - Toinho, o garanhuense que conquistou o Brasil e o mundo, com o seu Quinteto Violado (foram inúmeras as excursões a países da Europa), pertencia a uma família de músicos que morou em Garanhuns por muitos anos. Seu pai se chamava Sílvio Alves, um dos tios, Luís Figueiredo, era maestro, e seu irmão mais velho, Wilson Alves, foi durante muitos anos o chefe da Banda Manoel Rabelo, que brilhou no município durante décadas. Wilson, por sinal, nunca saiu da Suíça Pernambucana, ficando aqui até morrer. Outro irmão de Antônio, José Cupertinho Alves, conhecido como Deda, também era músico. Foi ele quem fez o hino do 'Centenário de Garanhuns', juntamente com Nelson Paes, autor da letra.

O ex-prefeito Ivo Amaral, conhece a família de Toinho, falou sobre o músico, lembrando inclusive, que ele orientou a administração municipal quando foi criado o Festival de Inverno de Garanhuns. "O Quinteto inclusive se apresentou no primeiro e segundo festival. E esteve presente em outras edições, em algumas até como organizador cultural", lembrou Ivo.

Toinho Alves  nasceu em 22 de agosto de 1943, em Garanhuns, e faleceu em 29 de maio de 2008.

Fonte: Jornal Correio Sete Colinas.

Foto: Toinho Alves. Créditos da Imagem: http://gatocobaia.blogspot.com/

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