quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Vavá Jacinto


Valdemar Jacinto da Silva (Vavá Jacinto) - Nada mais justo, na minha maneira de ver as coisas do que  iniciarmos os nossos trabalhos de coletar dados para a abertura do Banco de Dados da Memória Esportiva de Garanhuns, quando se tenta resgatar um pouco da história esportiva da nossa terra, homenageando-se o Sr. Valdemar Jacinto  da Silva, nosso inesquecível amigo  Vavá Jacinto.

Desde já, quero deixar bem  claro que desde a transferência do nosso amigo  para a espiritualidade que o universo esportivo desta sofrida cidade está de luto. Não porque tenha morrido um dos seus maiores defensores, protetores ou promotores pois sabemos que só morrem aqueles que são esquecidos justamente por não terem deixados entre nós tantas realizações e tantos exemplos como nos deixou este amigo certo das horas incertas, não só para o esporte garanhuense em  todas as suas modalidades como para aqueles que tiveram a sorte e o privilégio de desfrutarem da sua amizade. 

O mundo esportivo da nossa terra está de luto porque com a transferência para a pátria espiritual do nosso amigo Vavá e de outros desportistas do nosso torrão natal que podem ser tidos como da mesma estirpe de Vavá, o esporte deixou de ser tido em nosso meio como prioridade e parece que quando se afirma que esporte é vida a afirmativa pode ser válida para  qualquer parte do nosso País, menos para Garanhuns.

Garanhuns está ausente e impossibilitada de subir ao pódio como fazia antigamente em Copas do Interior, diversas competições esportivas de vulto do nosso estado e até do campeonato pernambucano de futebol. Logo Garanhuns que sempre foi tida como um verdadeiro celeiro de craques. Tudo isso porque Vavá e outros amigos, símbolos do esporte em nossa região, foram convocados pelo técnico maior para enaltecerem com seus valores as grandes equipes do mundo que nos espera.

Falar de história do nosso futebol, falar de excelentes atletas, falar de homens que escreveram com o seu brio pessoal, sua boa vontade e seu amor ao esporte as histórias das suas equipes, dos seus clubes e das suas cidade é falar de Vavá.

Como atleta defendeu tantas equipes e tantos clubes de todas as categorias da nossa cidade que citá-los é completamente impossível.

Como diretor dos nossos principais clubes e associações colaborou ativamente para o desenvolvimento de cada um deles. E finalmente como protetor do nosso esporte através das suas diversas modalidades e dos nossos inúmeros clubes, associação, equipes e até times de pelada está entre aqueles que são considerados inesquecíveis.

MULTIDÃO DEU O ÚLTIMO ADEUS A VAVÁ JACINTO - Uma multidão calculada em mais de quatro mil pessoas, acompanhou na tarde de um sábado o corpo do industrial e desportista Valdemar Jacinto da Silva (Vavá Jacinto), que faleceu no dia 1º de julho de 1983 no Recife.

Aos 37 anos anos de idade, Vavá Jacinto tinha relevantes serviços prestados à comunidade de Garanhuns e do Agreste. Vavá Jacinto - filho do também industrial Júlio Jacinto. O corpo após ser trasladado do Recife, para Garanhuns, foi velado no salão de reuniões da Associação Garanhuense de Atletismo (AGA), posto que o mesmo era membro da Junta Administrativa. Da madrugada do sábado até a hora que foi transportado para o cemitério de São Miguel, o corpo de Vavá foi visitado por mais de oito mil pessoas, que em prantos lamentaram o falecimento do jovem industrial.

*Dila / Cronista esportivo e historiador / Garanhuns, 9 de Março de 1996 e Jornal O Monitor de 9 de Julho de 1983.

Foto: Vavá Jacinto.

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