quarta-feira, 6 de julho de 2022

2º Festival de Inverno de Garanhuns

Dr. José Francisco de Souza*

Hoje  não choveu. Foi um dia festivo pleno de sol. Os raios do Astro - Rei iluminaram as colinas dos sete recantos da cidade. Houve uma poética modificação científica a respeito do tempo-espaço. O dia  toma uma nova dimensão de vida. E a noite cai triste e brumosa, manifestação plena da estação de inverno. Contudo, não há algo do silêncio. As folhas da gigantesca árvores da Praça D. Moura, não se movimentaram. Não é estática, é predominantemente um recolhimento. Esse recolhimento da vida vegetal é um estágio de tempo cronológico. O tempo no sentido psicológico é algo diferente não propriamente um fato é um estado.

O Centro Cultural está revivendo os seus dias marcantes no predomínio da arte. Teatro, exposição de arte plástica, palestra em temática moderna, representação de vários ordenamentos culturais, onde o universo da inteligência domina. No local da realização do Festival, uma feira de artesanato, comidas regionais, estará instalada, com está permanentemente, entre o Centro Cultural e a Praça Guadalajara - local dos  shows.

Barracas umas após outras cercam a praça feericamente iluminada. Praça D. Moura, Rua 15 de Novembro e adjacências, o estacionamento de carros paralisam o trânsito. Até alta madrugada, milhares de pessoas se concentram na Guadalajara ao ritmo das músicas de cantores famosamente credenciados. Artistas de renome nacional.

A cidade das flores, mais uma vez está revelando a sua vocação turística. Praças bem ornamentadas, e limpas. Saudável pela sua própria natureza a cidade centenária é um centro de saúde pública onde a cólera não se manifesta. O povo vive com o riso espontâneo e natural por força da própria razão de viver em Garanhuns.

Esses acontecimentos nem sempre são superados pelo desejo incontido de certos políticos de mentalidade primária. Os  princípios da ética imperam pela naturalidade. Revelam-se pelas características do progresso intelectual de um administrador altamente qualificado. Ivo Amaral é o maior entre os seus iguais. É uma sublimação natural de homem público que não é só um grande condutor de homens, é sobretudo um autêntico humanista. A sua filosofia de vida é a consagração dos méritos e valores do homem como criador de possibilidades no sentido do bem.

Os instrumentos do festival, cujas músicas nos proporcionam uma inquietação natural do nosso sono. Contudo, mesmo assim nos desperta um desejo de transmitir algo do nosso universo intelectual como nessa quinta-feira em que escrevemos essa crônica. De qualquer modo a presença do festival não nos proporcionou qualquer perturbação.

"O desejo de sensação nos torna apegados à música, à posse da beleza. A nossa dependência das linhas e formas exteriores apenas nos indica o vazio do ser, vazio que enchemos com a música, a arte, ou o silêncio deliberado. É por este vazio inalterável preenchido ou encoberto com sensações que existe o constante medo ao que  é, aquilo que somos.

Assim, não obstante, a nossa terceira idade, rica de experiências desejamos que muitos festivais de Inverno se realizem em nossa  cidade de Garanhuns terra dos meus Pais.

*Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, Julho de 1992.

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