sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

As serenatas


João Marques | Garanhuns

Foram-se os violões partidos

os fios vibrantes de luar

que prateavam os telhados

serenos céus de poesia

Ah! tempos de serenatas

das praças de toda a esquina.


À amada canções da espera

janelas da ansiedade

cordas também tocam instantes

os anos ferem o encanto

apenas as saudades ficam

nostalgia do nunca mais.


Domingueiras noites de sábado

madrugadas de galo e canto

não são mais as mesmas luas

bons seresteiros boêmios

e agustos - Augusto Calheiros

todos se foram... e as ruas...

*Escritor, poeta, jornalista, cronista, diretor/redator do jornal O Século, autor do Hino de Garanhuns e ex-presidente da Academia de Letras de Garanhuns - ALG.

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