sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Garanhuns Antiga


Por Ígor Cardoso*

A Hecatombe de Garanhuns é o acontecimento dos mais representativos dos excessos do coronelismo. A acalorada disputa pela chefia política local, protagonizada pelos tradicionais grupos jardinista e julista, entremeada por questões pessoais, levaram, entre 14 e 15 de janeiro de 1917, ao assassinato à queima-roupa, no Recife, do prefeito eleito do município, o coronel Júlio Brasileiro; e, no dia seguinte, a uma brutal chacina, ocorrida no interior do edifício da cadeia de Garanhuns, vitimando simultaneamente três ex-prefeitos, líderes da oposição - os coronéis Manoel Jardim, Argemiro Miranda e Francisco Veloso -, bem como o candidato derrotado à vice, o Dr. Borba Júnior. A tragédia repercutiu em todo o Brasil. No registro, extraído da revista carioca "O Malho", as viúvas e os órfãos garanhuenses - entre os quais, o futuro escritor Luís Jardim.

Fonte: Instagram #garanhunsantiga

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