quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Garanhuns em 1953...

Na rua Santa Terezinha, no trecho depois da Matriz, alguns particulares prepararam com grande sacrifício a instalação da luz em suas casas, no entanto até o dia de  hoje e seis meses passados! A Empresa não fez a necessária ligação. Ditos moradores fazem daqui um apelo ao ilustre Gerente para que tome as devidas medidas para que eles possam beneficiar-se de tão importante melhoramento.

Muitas pessoas estão lamentando a proibição da Nordeste, dos trens apitarem vinte minutos antes da partida. O motivo alegado pela Direção da Estrada é a perturbação do sossego público. Talvez, isto se justificasse numa cidade como Recife ou  Rio mas, entre nós, o apito à ninguém prejudica, pelo contrário, lembraria aos passageiros a hora do trem. Muito pior do que o apito do trem é, sem dúvida alguma, o ruído dos alto-falantes que abrem todo o registro num verdadeiro atentado ao sossego público e até mesmo, à liberdade de cada um que se vê forçado a ouvir o que não quer. Isto sim,  merecia da parte das autoridades uma providência imediata e enérgica. Não  nos referimos aqui, é claro, ao valioso Serviços de Autofalantes "A Antena" de Garanhuns, pois, além de prestar inesquecível benefício à cidade com suas informações, sabe sempre moderar o som de seus alto-falantes.

Lançamos daqui um apelo aos organizadores das chamadas "Manhãs de Sol" da AGA para que atendendo ao espírito católico de nossa mocidade, adiem para às 10h, do domingo a sua programação de divertimentos na sede deste clube. Nós, os mais velhos, temos de pensar na responsabilidade que cai sobre nossos ombros no tocante à educação da juventude.

Têm chegado a nossa redação constantes reclamações sobre o leite vendido na cidade. A fiscalização não se processa com o devido rigor, pois, continuam os leiteiros adicionando água ao leite com grande dano a população. Afinal não se justifica este atentado contra o bem-estar geral do povo, que já sofre tantas outras penúrias. Renovamos mais uma vez, o apelo da cidade para as autoridades responsáveis. (Fonte: Jornal O Monitor, 29 de novembro de 1953).

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