sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

História das Correntes - PE

Davis Ribeiro de Sena*

Tudo começou quando o presidente da Província de Pernambuco Tomás José de Melo lavrou carta de sesmaria a  Antônio Vaz da Costa (21 de agosto de 1792), cedendo uma "legoa de terra em quadro no logar da Correntes, distrito de Garanhuns, que até a barra do riacho Capaceira, no rio Mundahú, com  o foro anual de quatro mil reis".

O início da cultura agro-pastoril dessas terras viçosas foi  imediato, principalmente na Barra da Corrente, por volta do ano 1826, onde se estabeleceu o capitão Antônio Machado Dias, português de nascimento, que ali se fixou com a família e alguns escravos. Construiu a casa grande e as senzalas, contratando o padre Joaquim de Freitas, que por muitos anos prestou assistência religiosa no arruado, para onde afluía muita gente. Não tardou, e nas imediações se estabeleceram 2 fazendas de porte: em São Francisco (Antônio Francisco de  Albuquerque) e em Pau Amarelo, por Antônio Francisco dos Santos, acompanhados das famílias e de cativos, onde não faltaram as indefectíveis capelas que evocavam São Francisco e São Sebastião, respectivamente.

Durante o ano de 1837, o ajuntamento de humildes casas de  lavradores já apresentava o aspecto de um vilarejo, tornando necessário o funcionamento de uma feira livre semanal, que  muito contribuiu para o desenvolvimento inicial daquelas ínvias paragens. Seja como for, estava fundada Barra da Corrente, que  ascendeu à Vila pela lei provincial nº 204, de 26 de julho de 1848, passando a sediar a freguesia de Papacaça, ato revogado pela lei nº 239, de 30 de maio do ano seguinte. Finalmente, era criada a paróquia sob a proteção da padroeira Nossa Senhora da Conceição (Lei provincial nº 1423, de 27 de maio de 1879), quando foram estabelecidos os foros de vila, denominada Correntes, distante 348 quilômetros da capital pernambucana e  constituída comarca independente de Garanhuns, situada a 09º 41' de latitude sul e 06º de longitude oeste, em relação à cidade do Rio de Janeiro, então capital da União.

Pela primeira vez o nome da localidade era registrado Correntes, no plural, e daí para frente ficou conhecida por todos e oficializada essa grafia nos documentos históricos e geográficos. Seus edis foram eleitos e empossados no dia 27 de agosto de 1883, data magna do povo correntino, contudo, somente em 10 de maio de 1894, Manoel de Sá Carneiro assumiu legalmente o cargo de intendente (prefeito) do novel município que dava os primeiros  passos. Sua igreja matriz fora inaugurada, juntamente com o cemitério (1880), por uma missão franciscana que visitara o lugarejo, mas com o passar do tempo o campo santo ficou incrustado no centro urbano da povoação, que nascera na baixada do rio (hoje bairro Bahia), mas se expandiu para a colina existente na outra margem, escapando das "cheias" de inverno.

Correntes estende-se sobre um amplo vale circundado por morros, de onde se avista o deslizar manso do rio que tem seu  nome, afluente do Mundaú, em plena região do agreste meridional. O observador vê um panorama verdejante que abraça a localidade modesta mas acolhedora, habitada por gente hospitaleira, elevada à categoria de cidade pela lei estadual n° 991, de 1º de julho de 1909; lugar fértil e aprazível, clima ameno, águas abundantes, jamais sofreu o extremo rigor das secas periódicas que assolam todo o nordeste brasileiro, apesar de sentir suas consequências danosas. No território municipal eram cultivados feijão, milho, tabaco, café, mamona, laranja e particularmente mandioca, cana e  algodão, daí a existência de casas de farinha e fabriquetas de descaroçamento, movidas a vapor; suas moendas de tracionamento hidráulico ou por animais produziam açúcar, álcool, aguardente, mel e rapadura, sem esquecer a "batida" de delicioso sabor. Além do leite ordenhado em inúmeras vacarias, da manteiga e do queijo, destituídos de impurezas.

Não era uma terra da promissão, de fartura bíblica. Longe disso. Todavia, a manufatura de produtos, baseada no trabalho braçal, permitia exportar excedentes para localidades vizinhas (nos lombos dos burros e carros de bois)  eram oferecidos até no  mercado do Recife, onde chegavam pelos trilhos da Great Western, embarcados na estação de Angelim.

Legado da cultura centenária, os artesãos expunham nas vendas e feira telhas, tijolos, panelas e bonecos de barro; fumo de  rolo e rapé; doces, bolos e confeitos caseiros, café moído e torrado; rendas e bordados femininos; candeeiros e lampiões a querosene, brinquedos rudimentares; arreios, couros e peles eram de boa qualidade, vendidos também nos município dos arredores. Seus rios e açudes eram piscosos, a caça ligeira numerosa e as matas providas de madeiras-de-lei, tais como sicupira, pau d'arco, louro, jacarandá, cedro e angico. Jazidas de mármore, pedra calcária e argila branca - usada para caiação - afloravam na região serrana e o gado pastava nos campos e caatinga. Possuía 04 distritos: Poço Comprido, Pau Amarelo, Lagoa do Ouro e Lagoa do Emídio.

O cidadão Antônio Vaz da Costa é considerado seu primeiro habitante e o primeiro vigário chamava-se Luís Inácio de Moura. Vejamos a seguir a sequência de prefeitos municipais até os anos de vigência do Estado Novo:

Manoel de Sá Carneiro, Eugênio Vellez de Melo, Antônio Basílio de Melo Catonho, Eugênio Vellez de Melo, Manoel de Sá Carneiro, José Peregrino de Oliveira, Miguel Antônio da Silva Amaral, Manoel de Sá Carneiro, Antônio José Henriques Lima, Eutrópio Gonçalves de Albuquerque Silva, Joaquim Leão de Albuquerque Cavalcanti, Francisco José dos Santos, Aureliano Tenório de Brito, Joaquim Leão de Albuquerque Cavalcanti, Olímpio de Sá Carneiro, Miguel Antônio da Silva Amaral, Augusto Lúcio da Silva, Davino Ribeiro de Sena, Espiridião da Costa Pinheiro, Cursino Pereira Jacobina, José Maria de Freitas, Raimundo Cardoso de Ataíde, Davino Ribeiro de Sena, Américo Soares, Olímpio de Arroxelas Galvão Carapeba, Raimundo Nonato Calado e Antônia de Melo Carapeba - único prefeito do  sexo feminino.

O prédio onde funciona a Prefeitura foi construído por Joaquim Leão de Albuquerque Cavalcanti, em 1916. Até o ano anterior, não havia escrituração organizada, devidamente protocolada e arquivada. Os registros e anotações oficiais eram feitos em folhas avulsas de papel almaço, por amanuenses pouco familiarizados com a burocracia, de escolaridade deficiente e de baixa remuneração. O grupo Escolar Pinto de Abreu (depois Djalma Dutra e atualmente Antenor Alves Pedrosa) - erguido com verba municipal pelo prefeito Aureliano Tenório de Brito (1933), marco inicial do ensino de 1º grau - foi transferido para a Secretaria de Educação do Estado, que o mobiliou, forneceu material de expediente e escolar, provendo ainda seu efetivo de professores e de funcionários. Entretanto, o progresso econômico e social - visando a acompanhar o consoante desenvolvimento da civilização - era feito lentamente, superando obstáculos financeiros e culturais de toda ordem. A arrecadação irrisória, o orçamento deficitário e a quase inexistência de técnicos transformavam a saúde pública e o analfabetismo em grandes males a vitimar as faixas menos favorecidas da população local, ocorrências ainda observadas nos dias atuais.

Operosos prefeitos, foram responsáveis por obras marcantes, como Eutrópio Silva, erigindo o Mercado Público, no quadro da praça principal (Conceição), depois transferido para outro pavilhão, ao lado da Prefeitura, por João de Deus; Augusto Lúcio, a quem se acredita o teatro Carlos Gomes, que hoje abriga a  Câmara de Vereadores; Raimundo Calado, ajardinando a praça da Conceição e, antecedendo a este, o major da reserva da Polícia Militar de Pernambuco Davino Ribeiro de Sena, erguendo 04 pontes de concreto armado sobre os rios Mundaú e Correntes - entre as quais as importantes pontes da Bahia e da Manipueira, no perímetro urbano - bem como diversos bueiros, um cemitério público na periferia, precários postos de saúde que visavam a minorar o sofrimento das pessoas carentes; matadouro higiênico e  estradas vicinais para Garanhuns (com a célebre ladeira de pedra, que permitia a ligação na estação chuvosa entre as duas cidades), Palmeirina, Estado de Alagoas e distritos. No seu 2º período de  governo - ao todo, quase 10 anos de administração (1931/1935 - 1939/1944) - ampliou o chamado ensino primário, arborizou praças ruas e, principalmente, construiu pequena hidrelétrica de 900 HP de potência - movida pela cachoeira da Escada - posteação de  cimento e rede de transmissão que propiciaram a distribuição de  energia elétrica de corrente alternada, fato pioneiro nas cidades menores do interior do Estado de Pernambuco e motivo de orgulho dos conterrâneos da cidadezinha agrestina.

Logo de saída, procurou estruturar a Prefeitura mais ou menos de acordo com o que tinha visto no Comando da Polícia Militar, a longo de mais de 30 anos de serviço ativo como soldado, sargento e oficial, sempre lotado na  área administrativa, inicialmente como praça - "por ter boa letra" - escriturando os  assentamentos dos oficiais. Autodidata, ao ser promovido ao  oficialato, por concurso, permaneceu na Ajudância-Geral e no  setor logístico, ao contrário do irmão mais moço Urbano, por ele encaminhado nas fileiras milicianas e que fez carreira perseguindo cangaceiros, chegando a comandar a Corporação.

Fruto dessa experiência, organizou a Chefia de Gabinete - que providenciava a agenda diária e era responsável pelo material de expediente - o Almoxarifado - que controlava o patrimônio e todo o material adquirido, à  exceção daquele - a Seção de Pessoal, a Secretaria (com Protocolo e Arquivo) e, mais importante, a Tesouraria, que dispunha de livro-caixa - onde era lançado o movimento financeiro mensal (ativo e passivo) - e de pastas diversas para a escrituração dos custos das obras, aquisições efetuadas e outras rubricas, atualizando os trabalhos administrativos.

É de sua autoria um pitoresco e eficiente "Código de Posturas", que evidencia a preocupação até os mínimos detalhes do governante com o bem-estar dos cidadãos que viviam e trabalhavam nos limites de sua administração (Anexo "B"). Os tempos eram outros, mas foi válido o esforço do então prefeito em organizar e proteger a comunidade, que se ressentia da falta de informações precisas sobre os mais recentes avanços no comportamento humano.

Pessoas pobres e alegres, chegadas aos folguedos populares (reisado, São João, bumba-meu-boi, carnaval, pastoril etc) e às festas comemorativas nas datas de seus santos de fé, mas tementes a Deus, ao respeitar os dias de resguardo - Semana Santa e Finados - os correntinos percorreram uma árdua trajetória que  lhes dá recibo inconteste de garra, talento e amor, respaldados em passado de lutas e de resistência às condições de vida adversas, marginalizados pelo poder público através dos tempos.

AVANÇANDO COM O TEMPO

Arlindo Gonçalves de Melo, esforçado historiador da  cidade, também subprefeito no passado, apresenta versão confiável para a sequência de prefeitos municipais, informando que o primeiro foi Antônio Sérgio Lopes de Lima, que tomou posse em 23 de janeiro de 1893, eleito que fora em sessão plenária do  Conselho Municipal (Câmara de Vereadores). A seguir, pediu licença para tratamento de saúde (25 de Fevereiro de 1893), respondendo pelas funções seu sub-prefeito Francisco Antônio de Missano, a partir de 30 de abril daquele ano. Lopes de Lima renunciou definitivamente ao cargo no dia 10 de junho no ano de 1893 e como Francisco de Missano se encontrava na Europa, passou a responder pela  chefia do executivo - interinamente, a partir daquela data -  Manoel de Sá Carneiro, na condição de presidente do Conselho, substituído por Laurindo Arcelino de Veras, edil mais votado (24 de  dezembro de 1893). Emancipados e desassistidos pelo poder executivo estadual, os cidadãos de Correntes instituíram uma autogestão local, por iniciativa própria.

Em razão de seu paciente trabalho, podemos identificar os  integrantes do pioneiro Conselho da Comarca, empossado em 21 de novembro de 1848 - lei nº 204, de 26 de Julho desse ano, já vista - em  sessão solene efetuada no Fórum da vizinha Garanhuns, de onde tinha sido desmembrado o ex-distrito:

- Presidente: Padre João Clemente da Rocha; vice-presidente: José Pinto Teixeira; 1º secretário: José Peixoto Soares; 2º secretário: Inácio Alves da Costa; membros: João José  de Figueiredo, Pedro Paulo Pereira Pinto e José Miranda.

Anota ainda o citado pesquisador que, em 20 de agosto de  1893, tinham sido realizadas eleições locais e Sá Carneiro saíra vitorioso com 220 votos, seguido de Laurindo Veras, com 20. A posse do prefeito eleito só se verificou em 10 de maio do ano seguinte, como vimos, reconhecido pelo então governador do estado imposto pelo vice-presidente nas funções de presidente da República Floriano Peixoto. Entretanto, a ebulição política não termina aí: Sá Carneiro renunciou ao cargo, foram realizadas outras eleições municipais, ganhas por Eugênio Vellez de Melo (20 de Março de 1895), que tomou posse no dia 15 de abril posterior.

O que acontecia naquele pequeno no município lindeiro com o Estado de Alagoas era reflexo dos turbulentos acontecimentos nacionais que abrangiam renúncias e revoltas de gente muito mais  graúda: o Marechal Deodoro da Fonseca resignou, após derrubar   o trono e vencer tumultuada eleição parlamentar; o vice-presidente assumiu (Marechal Floriano Peixoto) sob protestos armados da  Marinha de Guerra e de estados sulinos brasileiros, conduzindo o país a verdadeiro conflito civil, que durou mais de 03 anos, com ameaça de separatismo e de retorno ao sistema monárquico. Em Pernambuco, o Governo Federal se equilibrava a duras penas, valendo-se da mão forte de tenente-coronel do Exército Alexandre José Barbosa Lima, nomeado governador, que empregou meios suasórios enérgicos, inclusive praticando fuzilamentos. Mas essa é outra história...

Ao passo que beatos e místicos peregrinavam pelo interior, ameaçando os pecadores com o apocalítico Juízo Final, as rivalidades pessoais fervilharam na entrada do século XX. Nesse clima emocional, ocorreu bárbaro crime em 1904, já que o mundo não acabara: o ex-prefeito Francisco de Missano, sentindo-se inseguro, resolveu transferir sua residência para a capital estadual e providenciou a mudança, acompanhado da família, garantido pelo delegado de Polícia Antônio Monteiro e por seu amigo Vítor de Albuquerque Melo. Pois bem.

Desafeto do juiz de direito garanhuense Luís Jardim, que possuía jurisdição sobre Correntes e Bom Conselho, ao atingir o  sítio São João, ainda em território correntino, foi vítima de violenta tocaia armada por jagunços a serviço da autoridade judicial, como se presume. Para encurtar a história: aquelas 03 pessoas foram assassinadas e o governador Sigismundo Gonçalves Ferreira fez seguir para a área enlutada um capitão de Polícia chefiando 30 praças. Os jornais diários do Recife fizeram sensacionalismo com a impiedosa emboscada, mas em poucos dias o delito caiu no  esquecimento das autoridades, menos na mente sensível dos  conterrâneos, que o inscreveu nos anais trágicos da cidade. A Cadeia Pública Estadual só foi construída em 1924, pelo governador Sérgio Lins Teixeira de Barros Loreto.

Prossigamos. A primeira igreja de Nossa Senhora da Conceição desabara ruidosamente na madrugada de 23 de julho de 1936, ocasião em que o vigário Luís Inácio de Moura - primeiro pároco municipal - dirigia as obras de edificação do novo templo católico. A maioria dos fiéis, consternada, viu no fato um presságio divino, mas foi apaziguada pelo prefeito José Maria, também padre, que transferiu os ofícios religiosos para a escola paroquial. O desastre teve ampla repercussão estadual e foi publicado nos principais jornais recifenses, bem como nos periódicos locais que  circulavam normalmente. Corria o ano de 1942 quando o padre Joaquim Taumaturgo Coimbra de Albuquerque inaugurou a nova e  imponente Igreja Matriz, construída com o apoio do bispo diocesano de Garanhuns Dom Mário Vilas Boas, a quem a paróquia de Correntes é subordinada até hoje.

É dessa época o início do funcionamento da linha regular de improvisado ônibus que fazia a ligação diária com Garanhuns. O povão sabiamente apelidou o veiculo de "sopa", ao comparar o exaustivo deslocamento a pé ou a cavalo que se fazia  anteriormente com o conforto de viajar sentado, a bagagem sobre o teto, com rapidez e proseando com os passageiros. A saída matinal e a chegada vespertina da "sopa" juntavam gente de todo canto e quem tinha tempo acorria ao "ponto" para saber das novidades.

Há quem diga que o acontecimento mais significativo em  relação ao desenvolvimento recente de Correntes deu-se no ano 1988, quando foi concluído o asfaltamento da estrada que leva a Garanhuns, com verba federal. Dona Kiola, nascida correntina e mãe do presidente José Sarney - de origem humilde, eis que filha da zeladora da Igreja Matriz - pediu ao seu filho a execução da obra. Sarney a incluiu no orçamento da União, inserindo-se na BR 424 (Arcoverde , PE - União dos Palmares, AL). Correntes é  agradecida à resolução do então presidente - que lá esteve na inauguração - mas lamenta que o Ministério dos Transportes tenha lançado o asfalto sobre a antiga estrada, sem realizar trabalhos complementares de cortes, de retificação e de acostamento.

Feita a redemocratização nacional, com a posse do presidente eleito Marechal Eurico Gaspar Dutra (31 de Janeiro de 1946), correntes foi administrada por prefeitos também sufragados pelo voto popular, segundo a relação que se segue:

Odilon Lúcio da Silva, Hercílio Vítor da Silva, João Vieira de Azevedo, Antenor Alves Pedrosa, João Vieira de Azevedo, Mário Dias Pereira, Odilon Lúcio da Silva (cassado pela Câmara de Vereadores), Luís de Assis Calado (assumiu durante 11 meses, por ser presidente da Câmara), Odilon Lúcio da Silva (reposto no  cargo por sentença judicial), João de Deus Neto, Nivaldo Lúcio de  Oliveira, Manoel José da Costa, Luís de Assis Calado, Dival Zacarias da Silva, Luís de Assis Calado, Oscar Correia Carneiro, Nivaldo Lúcio de Oliveira e Nivaldo Lúcio de Oliveira (reeleito).

Por sua vez, a historiadora Maria da Betânia Pedrosa Monteiro estabeleceu a lista dos sucessivos governantes da cidade das Correntes - do primeiro ao atual - em decorrência da decisão do prefeito Nivaldo Lúcio de Oliveira, que organizou uma galeria de ex-prefeitos, resgatando a memória histórica de sua terra, consciente de que avaliar o passado não basta para justificar o presente, mas ajuda a visualizar o futuro.

PREFEITOS DA CIDADE DAS CORRENTES - PE 

Período de auto-gestão

- Antônio Sérgio Lopes de Lima - 23 de Janeiro de 1893, que pediu licença para tratamento de saúde (25 de Fevereiro de 1893) e  renunciou definitivamente em 30 de Abril de 1893;

- Francisco Antônio de Missano, deveria assumir como subprefeito, mas se encontrava no exterior (Itália);

- Manoel de Sá Carneiro - 10 de Junho de 1893 (Presidente do Conselho Municipal);

- Laurindo Arcelino de Veras - 24 de Dezembro de 1893 (Edil mais votado);

Primeira República

- Manoel de Sá Carneiro - 10 de Maio de 1894 (eleito);

- Eugênio Vellez de Melo - 15 de Abril de 1895;

- Antônio Basílio de Melo Catonho - 15 de Novembro de 1895;

- Eugênio Vellez de Melo - 15 de Novembro de 1898;

- Manoel de Sá Carneiro - 15 de Novembro de 1901;

- José Peregrino de Oliveira - 1º de Setembro de 1902;

- Miguel Antônio da Silva Amaral - 15 de Novembro de 1904;

- Manoel de Sá Carneiro - 15 de Novembro de 1907;

- Antônio José Henriques Lima - 15 de Novembro de 1910;

- Eutrópio Gonçalves de Albuquerque Silva - 31 de Janeiro de 1912;

- Joaquim Leão de Albuquerque Cavalcanti - 15 de Novembro de 1913;

- Francisco José dos Santos - 15 de Novembro de 1916;

- Aureliano Tenório de Brito - 15 de Novembro de 1919;

- Joaquim Leão de Albuquerque Cavalcanti - 15 de Novembro de 1923;

- Olímpio de Sá Carneiro - 15 de Novembro 1925;

- Miguel Antônio da Silva Amaral - 15 de Novembro de 1928 (deposto);

Revolução de 1930 e Estado Novo

Augusto Lúcio da Silva - 20 de outubro de 1930 (era subprefeito), Davino Ribeiro de Sena - 10 de Fevereiro de 1931, Espiridião da Costa Pinheiro, Cursino Pereira Jacobina, José Maria de Freitas, Raimundo Cardoso de Ataíde, Davino Ribeiro de Sena, Américo Soares, Olímpio de Arroxelas Galvão Carapeba, Raimundo Nonato calado e Antônia de Melo Carapeba - único prefeito do sexo feminino.

Redemocratização

Odilon Lúcio da Silva, Hercílio Vítor da Silva, João Vieira de Azevedo, Antenor Alves Pedrosa, João Vieira de Azevedo, Mário Dias Pereira, Odilon Lúcio da Silva (cassado pela Câmara de Vereadores), Luís de Assis Calado (assumiu durante 11 meses, por ser presidente da Câmara), Odilon Lúcio da Silva (reposto no cargo por sentença judicial), João de Deus Neto, Nivaldo Lúcio de Oliveira, Manoel José da Costa, Luís de Assis Calado, Dival Zacarias da Silva, Luís de Assis calado, Oscar Correia Carneiro, Nivaldo Lúcio de Oliveira e Nivaldo Lúcio de Oliveira (reeleito).

*Davis Ribeiro de Sena é filho de um dos mais laboriosos prefeitos do município das Correntes - PE. É coronel da reserva do Exército e autor de mais de 100 (cem) artigos e editoriais publicados em revistas e jornais de circulação nacional, possuindo alguns livros publicados. Cresceu nos campos e matas das Correntes, comendo gogóia, pisando carrapicho, montando cavalos alheiros e trepando em árvores frutíferas, além de arriscar a vida, sem perceber, banhando-se em rios e açudes, furtivamente.

Foi alfabetizado no Colégio Presbiteriano XV de Novembro, na vizinha cidade de Garanhuns, e guarda doces lembranças de sua infância "de pés descalços e braços nus", mas as estradas da vida o conduziram a distantes e estranho lugares. Agora, revisita as origens e tenta resgatar a memória um tanto esquecida da terra estimada, abordando sucintamente suas evoluções histórica e política. Osman Holanda / Agosto de 2002.

Foto: Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade. bela e imponente, expressa os traços da Art Noveau.

Hino da Cidades das Correntes 

Autora: Arlinda Brasil

Estribilho

Correntes, nosso torrão adorado

Berço que nos viu nascer

Por ti daremos tudo e 

Só a ti devemos querer

 I

És uma terra hospitaleira

Quem chega a ti encontrará abrigo

Por isso nos orgulhamos de seres

Nosso torrão querido

II

És majestosa e altaneira

És nossa terra natal

Em qualquer parte onde estivermos

Havemos sempre de te lembrar

III

És majestosa a altaneira

Cheia de encantos mil

E também és um pedacinho

De nosso caro e amado Brasil.

Fonte: Livro Terra das Correntes / Davis Ribeiro de Sena / Agosto de 2002.

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