sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

História de Altinho

O capitão Antonio Vieira de Melo, em 14 de dezembro de 1735, fez doação da Fazenda Nossa Senhora do Ó a sua perfilhada dona Josefa Maria do Ó, como dote do seu casamento com o coronel Cristóvão Pinto de Almeida; com o falecimento da adotada, foi, em 11 de março de 1764, amigavelmente partilhada a referida fazenda entre seus herdeiros e  o território que a ficou compondo ficou na meação do Coronel que, tempos depois, contraiu segundas núpcias com dona Maria do Rosário de Almeida; como as terras da sede da fazenda já chamadas sítio do Altinho, este, por falecimento do Coronel Cristóvão Pinto de Almeida, coube por herança ao seu filho, "no primeiro matrimônio", José Vieira de Melo, que dele separou um trecho de meia légua e o doou, em 29 de junho de 1770, para patrimônio da capela de Nossa Senhora do Ó que erigiu. Essa capela foi a mais movimentada entre todas as outras filiais da Matriz de Santo Antônio de Garanhuns, tendo nela sido efetuadas até o ano de 1820, nada menos de quatrocentos e oitenta e cinco casamentos e duzentos e vinte e oito no período de 1829 a 1837, quando foi elevada à categoria de Matriz de sua própria freguesia.

A povoação de Altinho que em volta da capela se formou, tornou-se sede de um dos distritos do município de Garanhuns e nela quase sempre, estagiavam os tabeliões para lavrarem as escrituras de compra e venda de sítios das redondezas e até de outras jurisdições.

Os juízes ordinários, vez por outra, também  para ali se transportavam, tanto para a abertura de devassas para facilidade de andamentos de inventários e questões civis. A capela foi elevada à categoria de Matriz em 1837, e a  ela se filiaram outras filiadas à Matriz de Garanhuns como foram a de Quipapá a das Panelas e a do Bebedouro (Agrestina).

O distrito passou a fazer parte do município de Bonito, quando este foi criado em 12 de abril de 1839 e dele desmembrado e incorporado ao de Caruaru, em 1848 e assim permaneceu até 30 de maio de 1881, quando elevado à categoria de Município e a sua povoação à de Vila, sendo atualmente uma importante cidade.

Fonte: Alfredo Leite Cavalcanti (foto) / Escritor e historiador / História de Garanhuns -  Volume II /  Fevereiro de 1973. Mantida a grafia da época.

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