sábado, 22 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

Dr. Ivaldo Dourado Rodrigues - No dia 20 de maio de 2011, esta nossa Garanhuns sofreu um vazio, uma supressão, uma lacuna e uma ausência sumamente e lamentavelmente dolorosa de um dos seus mais dignos e honrados filhos, com a partida do Dr. Ivaldo Rodrigues Dourado, que ascendeu a outras plagas mais elevadas ou às iluminadas esferas dos Deuses.

Tivemos nós outros e Ivaldo estreitos laços de amizade, não obstante nenhum de nós dois jamais nos haver visitado residencialmente. Era um caso "sui generis": os nossos encontros aconteciam na cidade, quase sempre na Avenida Santo Antônio. O fato curioso decorria de possuirmos traços fisionômicos parecidos ou semelhantes. Várias vezes fomos indagado se éramos o Dr. Ivaldo Dourado, sempre por pessoas desconhecidas, o que muito nos honrava; e hoje nos entristece e emociona.

Não sabemos se ocorria o mesmo com Ivaldo; acreditamos que sim, pois todas as vezes que nos encontrávamos, ele sempre afável e com amplos sorrisos, além de um aperto de mão, nos abraçava e no saudava com essas inesquecíveis expressões: "COMO VAI, ORMITO". Era como se nós estivéssemos sendo cumprimentado e abraçado por um querido irmão. Não para entender e explicitar, mas os nossos raros encontros eram sempre coroados de efusão e prazer.

No nosso entendimento Ivaldo era um cidadão com todas as letras maiúsculas, um padrão de dignidade e moralidade, um pavilhão de honradez e um oceano de modéstia, simpatia, simplicidade e afetividade. 

Não existe qualquer pessoa aqui residente que não tenha os mesmos pontos de vista acima externados.

Ivaldo Dourado Rodrigues - filho de José Rodrigues da Silva (Batatinha) e Maria do Carmo Dourado Rodrigues, nasceu em Garanhuns em 28 de outubro de 1924. Estudou no Colégio Osvaldo Cruz. Cursou Medicina na Faculdade Federal de Pernambuco no período de 1944 a 1949. Foi para o Rio de Janeiro onde fez Pós-Graduação no Hospital dos Servidores do Estado. Voltou para Recife, onde durante nove anos trabalhou no Pronto Socorro, no Hospital Centenário, no Hospital Agamenon Magalhães, no Hospital Maria Lucinda. Retornou a Garanhuns onde trabalhou no antigo INAMPS e no Hospital Dom Moura. Fundou a Casa de Saúde Santa Teresinha onde trabalhou dezenas de anos servindo à população de Garanhuns e redondeza.  Fez parte do Rotary de Garanhuns e da maçonaria Mensageiros do Bem, chegando ao grau 33. Pertencia à Sobrames (Sociedade Brasileira de  Médios Escritores) no Recife. Faleceu em Recife em 20 de maio de 2011.

*Ormito Azevedo / Garanhuns, 10 de Junho de 2011.

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