quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

Dr. Celso Galvão - Garanhuense, nascido em 17 de abril de 1889, no número 215 da Avenida Santo Antônio, procedente de família política cujo pai, Napoleão Galvão, foi subprefeito do município. Sua profissão era odontólogo, formado no Rio de Janeiro. O Dr. Celso Galvão foi um dos políticos de maior destaque em nossa região, conseguindo um fato inédito na época, sendo prefeito de Caruaru por duas vezes (1922/1925 e 1936/1937), e por duas vezes também prefeito de Garanhuns (1937/1945 e 1951/1955).

A primeira administração por nomeação do então Interventor Federal Agamenon Magalhães e a segunda pelo voto direto. Em Caruaru, também disputou apenas uma eleição, era filiado à Liga Cívica Caruaruense, em Garanhuns, representou a Aliança Democrática de Garanhuns, integrada pelo PTB, UDN e dissidência do PSD.

Administrador carismático, fez excelentes administrações nos períodos sendo responsável pela construção do atual prédio da prefeitura que hoje leva o nome de "Palácio Celso Galvão". Calçou inúmeras ruas da cidade, fez galerias e, através de convênios com o Estado, construiu o Hospital Dom Moura e a Escola Henrique Dias. O Parque Ruber van der Linden, foi construído com terreno adquirido  da Diocese de Garanhuns, durante seu governo. 

UM GRANDE ADMINSTRADOR

Dr. Celso Galvão (1937-1945) assumiu o cargo de prefeito para o primeiro mandato em 20 dezembro de 1937 e o exerceu até 31 de março de 1945, com grande  proveito para o Município, especialmente para a cidade como verificamos a seguir. Não obstante as arrecadações das rendas municipais para 538.000 cruzeiros, em 1937 quando assumiu o governo municipal, encontro o Município com um débito de 163.000 cruzeiros. No quinto ano de sua administração as rendas alcançaram a cifra de 1.415,080 cruzeiros; em 1943 porém, diminuíram para 1.268,139 cruzeiros, e em 1944 reduziram-se para 1.111,715 cruzeiros. Iniciou a sua administração com a construção de um edifício para um grupo escolar a fim de ser permutado com o Estado, para este fim servia, demolindo-o e no seu local construindo o atual Paço Municipal, provendo-o de todo o mobiliário necessário e de um monumental relógio. Prosseguiu o calçamento iniciado na administração do Capitão Thomaz Maia, na avenida Santo Antônio, deixando-o inteiramente concluído, inclusive a travessa da Intendência e os passeios em volta dos canteiros, passeios esses que foram providos de grande quantidade de bancos de cimento. Desapropriou e demoliu vários prédios que obstruíam a entrada da rua Dom José, substituindo o seu antigo calçamento de pedras irregulares por outro de paralelepípedos, e prosseguindo calçou e ajardinou a praça D. Pedro II deixando os passeios em volta dos canteiros, providos de bancos de cimento. Construiu e calçou a praça da Bandeira (Praça Monsenhor Adelmar da Mota Valença), como também construiu a parte central da praça D. Moura. Completou o calçamento da rua Dr. José Mariano - antiga rua do Recife - e prosseguindo construiu o calçamento da parte sul da avenida Rui Barbosa, até o edifício da Rádio Difusora de Garanhuns.

INAUGURAÇÃO DO NOVO PRÉDIO DA PREFEITURA

A prefeitura foi inaugurada em 8 de junho de 1943, pelo então prefeito Dr. Celso Galvão, sendo  então muito admirada e visitada. Constituiu-se num orgulho para Garanhuns. No início abrigou todas  as atividades da administração do município,  Câmara Municipal, escola de bordado e biblioteca. Foram gastos na construção Cr$ 535.754,90, causando admiração na época por ter sido uma importância relativamente pequena. Na torre do prédio, um relógio com mostradores em losango, adquirido no Rio de Janeiro, aos relojoeiros "Jacques Perret & Cia." Estiveram presentes à inauguração o Ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, o Interventor Federal no Estado, Agamenon Magalhães, o Comandante da 7ª RM, general Newton Cavalcanti, o Comandante da 2ª Zona Aérea, brigadeiro Eduardo Gomes, e o Inspetor do 1º Grupo de Regiões, general Lúcio Esteves. No jardim temos um Cedro Rosa que serviu como caibro do andaime da construção e que hoje é Patrimônio Histórico de Garanhuns e que é protegido.

DONA SYLVIA FALA DO TRABALHO DE CELSO GALVÃO EM GARANHUNS

Sylvia Miranda Galvão* 

Há quase quarenta anos, no dia 12 de abril de 1946, chegamos, recém casados  a Garanhuns, no saudoso trem de Maceió. Acompanhou-nos uma cunhada e Lydia minha irmã.

Em companhia de Celso Galvão, percorri toda Garanhuns conhecendo suas ruas, seus bairros, seus parques, suas lindas praças e os melhoramentos realizados na administração de Celso à frente da Prefeitura no período de 1937 a 1945. Visitamos a prefeitura, inaugurada em 1943 e que era o seu orgulho, com um apartamento bem preparado para receber hospedes oficiais. O hospital D. Moura, a Praça da Bandeira e Grupo Escolar Henrique Dias, inaugurado no mesmo dia da Prefeitura, a Praça D. Moura com um jardim florido. A Av. Santo Antônio, Praça Pedro II na Boa Vista e muitas ruas melhoradas com o calçamento. Conhecendo assim Garanhuns, foi nascendo em mim, meu amor por todos os recantos visitados, e a admiração pelo trabalho realizado por meu marido.

O seu povo acolhedor que me recebeu com tanto carinho, me conquistou completamente.

Em 1951, Celso venceu a eleição, e mais uma vez, voltou à Prefeitura. Antes de assumir o cargo trabalhou muito para a vinda do SESC, para Garanhuns, e conseguiu, doando o terreno onde está construindo o prédio.

Tive o prazer de colocar a pedra fundamental a primeira pá de terra. Há trinta anos que a Colônia de Férias funciona e outras atividades foram trazendo grandes benefícios para os seus associados e para a própria cidade.

Celso continuou no seu ideal de sempre melhorar Garanhuns, embora com poucos recursos. Fez o calçamento de quase todas as ruas, principalmente as  saídas e entradas da cidade.

Pouco tempo depois, Dr. Agamenon Magalhães, Governador do Estado, veio a Garanhuns, e entregou a Celso a administração das obras do Monte Sinai paralisadas havia 11 anos. Com a importância recebida Celso deixou o Hotel  quase terminado e não quis aceitar o percentual a que tinha direito, pelo seu trabalho.

A última obra do seu Governo, foi o Mirante com o Cristo do Magano, que é ponto turístico, pelo maravilhoso panorama.

Quando Celso assumiu a Prefeitura D. Antonieta Magalhães esposa do Governador, nomeou-me Presidente da Comissão Municipal da LBA. Durante 15 anos exerci o cargo, sem remuneração, dando assistência jurídica, realizando casamentos, registros, assistência às  gestantes, de remédios, alimentos, leite, enxovais para recém nascidos e assistência médica. Com nova orientação a LBA extinguiu as comissões municipais o que foi lamentável.

No mesmo período me dediquei em dar assistência à Cantina Hermíla Tenório, da Campanha Pernambucana Pró-Infância, fundada por D. Maria José, esposa do Governador Barbosa Lima Sobrinho. Foi instalada na Casa das Irmãs Mercedárias. Dávamos assistência escolar, almoço e lanche para 220 crianças, diariamente, agasalhados para o inverno, remédios e as festas de Natal. Dia da Criança com distribuição de brinquedos e roupas, almoço com os pais.

Além do Natal da Cantina sempre promovi o Natal dos doentes dos hospitais e dos presos e da LBA.

Por  motivos superiores, afastei-me da direção da Cantina mas entreguei sem dívidas e com saldo de Cr$ 400,00 (quatrocentos cruzeiros) na Caixa Econômica. Foi com grande pesar que tive conhecimento do encerramento das atividades da Cantina, que fez tanto bem a numerosas crianças necessitadas.

Fui convidada muito especialmente para participar dos trabalhos das Senhoras dos Rotarianos e há 34 anos faço parte da Casa da Amizade, dando a minha colaboração com muito amor.

Garanhuns continuou crescendo, surgindo novos bairros, novos edifícios, uma grande cinema, a Rádio Difusora da qual participei em muitos programas e festas, que fizeram sucesso, quase sempre em benefício de uma obra social.

Foi com grande emoção que assisti a inauguração da industrialização da Água Mineral Serra Branca. Acompanhei de perto sempre muito ligado à família Madeiros, e hoje continuo a sentir a mesma emoção, vendo o progresso, o entusiasmo dos netos continuando a obra de seus avós e tios, iniciado com tanto sacrifício.

Um dos grandes projetos de Celso Galvão era o aproveitamento da Cachoeira das Inhumas. Depois de 40 anos, e dois meses antes de seu falecimento, ele teve a grande alegria de assistir a concretização do seu grande sonho. Dr. Luiz Souto Dourado que era Prefeito muito se interessou, e deu início às obras da barragem. A inauguração se deu no Governo do Sr. Amílcar da Mota Valença e o Governador Dr. Eraldo Gueiros deu o nome à barragem de "Celso Galvão".

A pedido de minha filha de coração Oneide Ferreira Costa, iniciei a minha vida de Professora de Piano, e há 35 anos que o faço sentindo sempre o maior entusiasmo com o progresso dos meus alunos. A música é a linguagem da alma, e por isso é um elo muito forte entre as pessoas e mesmo entre os povos. A convivência com as crianças e os jovens é muito importante, porque nos faz sentir sempre jovem e não deixa o coração envelhecer.

Ensinei piano no internato feminino do Colégio 15 de Novembro, durante 21 anos e fiz boas amizades com as americanas aqui residentes. Ensinei no Santa Sofia algum tempo, e já participei de cerimonias de formatura e casamento, em todas as Igrejas Católicas, Presbiterianas, Batista, Adventista e Colégios.

O Mosteiro de São Bento, tem um lugar muito especial pois sempre recebemos dos Beneditinos, desde o tempo de D. Bento, D. Jerônimo, já falecidos, mas sempre lembrados, muita assistência e orientação nos momentos de tristezas e alegrias.

D. Gerardo, D. Gabriel, outros sacerdotes que por aqui passaram, os seminaristas, sempre encontraram em mim uma amiga dedicada.

Foi uma satisfação receber do Lions Clube o broche de domadora, e eles sabem que podem contar com a minha colaboração.

Tive a honra de ser convidada pelo Dr. José Sales e pelo Dr. Mário Matos para  me candidatar a uma Cadeira do Joaquim Nabuco, o que muito honrada, agradeci mas não aceitei.

Nas comemorações do Jubileu de Prata da inauguração da Prefeitura, o grande amigo Dr. Uzzae Canuto disse em seu discurso: Dr. Celso Galvão fez muitas coisas boas por Garanhuns, mas a melhor de todas foi trazer D. Sylvia para nós".

Hoje eu digo com satisfação, a maior felicidade de minha vida foi casar com Celso e vir para Garanhuns.

Cada vez mais integrada na vida de Garanhuns recebi do Prefeito Ivo Amaral, a Medalha do Mérito do Centenário da Cidade, o que muito me sensibilizou.

Deixo aqui o meu sincero, agradecimento ao Deputado Ivo Amaral, que ainda na Prefeitura mandou construir o mausoléu, onde Celso Galvão está sepultado. Foi uma homenagem da qual sou muito grata.

Quando completei 70 anos, a Professora Tercina Lima Silvestre, de saudosa memória, dedicou-me uma poesia, onde dizia: "D. Sylvia é uma flor que Dr. Celso trouxe do Sul para os jardins de Garanhuns, e ela aqui floresceu".

Em me considero não essa flor, mas  sim, aquele caibro, que serviu para os andaimes na construção da Prefeitura. Um simples caibro que brotou e tornou-se um forte e gigantesco Cedro com suas lindas ramagens e  sua sombra acolhedora.

Estes ramos se estendem até Porto Alegre, abrigando a minha querida família chinesa de Ricardo Lee, aos Estados Unidos, me unindo à inesquecível família Americana do Dr. Artur Lindsay, e até ao Recife onde residem atualmente o coronel Sabino e família Fernando e Fernanda e filhos.

O carinho, a amizade, dedicação e amor fraternal que recebi em Garanhuns, se aprofundaram como as raízes do Cedro que não podem ser arrancadas.

Era natural que eu voltasse para o Sul, depois do desaparecimento de Celso, mas a família Galvão, os sobrinhos, Jair, Sílvia, filhos e netos, Genilda e Solange, que representam muito para mim, pesaram forte na minha decisão de ficar no Nordeste.

Conhecendo bem a minha vida em Garanhuns, minhas irmãs acharam que a minha decisão foi acertada. 

D. Sylvia Miranda Galvão faleceu em 5 de junho de 1993.

*Garanhuns, 10 de outubro de 1985.

HOMENAGENS AO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO DR. CELSO GALVÃO EM 17 DE ABRIL DE 1989

O programação de homenagens ao Centenário de Nascimento do ex-prefeito de Garanhuns Dr. Celso Galvão foi cumprido à risca.

Às 17 horas do domingo,  a Missa em Ação de Graças, no Mosteiro de São Bento foi bastante concorrida.

Na segunda-feira, às 8h, o Comandante do 71º B I, Cel. Antônio Mendonça,  a viúva Sílvia Galvão e o prefeito Ivo Amaral, hastearam as bandeiras do Brasil de Pernambuco e de Garanhuns, em frente a Prefeitura. Presentes entre outras pessoas o vice-prefeito Esdras Lima, o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Gomes, autoridades, secretários e comerciantes, além da Banda Musical Manoel Rabelo.

Durante visita ao túmulo do homenageado, usou da palavra o pastor Francisco Gueiros, no cemitério São Miguel.

O secretário de planejamento, Jaime Pinheiro, foi responsável pelo discurso durante a aposição da placa indicativa do local de nascimento de Celso Galvão, no nº 215 da Avenida Santo Antônio, hoje casa comercial.

Outra placa foi aposta na Colônia de Férias do Sesc, cujo prédio foi construído em terreno doado quando Celso Galvão era prefeito. Usou da palavra, na ocasião o jornalista Humberto Alves de Moraes.

O deputado federal José Tinoco, também presente às solenidades em homenagem aos cem anos de nascimento de Celso Galvão, usou da palavra durante a aposição de mais uma placa, desta feita na Avenida que leva o nome do homenageado.

Já na prefeitura, durante a solenidade de aposição da última placa, a palavra foi do prefeito Ivo Amaral, que enalteceu as qualidades de Celso Galvão e homenageou sua família que agradeceu através  de pronunciamento do advogado Augusto de Oliveira Galvão, sobrinho de Celso.

As festividades foram encerradas às 20h, durante sessão solene na Câmara Municipal. Logo após a Câmara ofereceu um  coquetel no restaurante Chez Pascal.

A viúva Silvia Galvão, esteve todo o tempo muito emocionada e compareceu a todos os atos de homenagem ao ex-marido.

Na íntegra o discurso do prefeito Ivo Amaral homenageando Celso Galvão.

Nenhum povo vive sem história. Por  mais primitivo que tenha sido, por mais subdesenvolvido que possa ser, todos, indistintamente, tem a sua história, e a história de cada povo, de cada nação é escrita no dia-a-dia de cada um, nos fatos coletivos e principalmente, com a vida, os atos, os feitos heroicos,  e muitas vezes até com os fatos desabonadores da  vida e da formação da nação.

Senhores, aqui estamos reunidos para em nome do povo de Garanhuns, neste ato, revestido de muita singeleza, porém, com muita autenticidade, prestar uma homenagem a figura exponencial, de homem público, que foi o Dr. Celso Galvão, que hoje comemoramos o centenário de seu nascimento.

Não podia o povo de Garanhuns deixar passar essa data sem os registros que se fazem necessários. Seria, mesmo que negar a sua própria história, seria como que transferir para a nossa posteridade uma mácula, é como diriam os  historiadores, seria fechar uma página das mais fulgurantes da vida política-administrativa de nossa querida Garanhuns.

Aqui estamos, dentro deste magnífico prédio de arquitetura mediterrânea, com quase cinquenta anos de construído, mas que, mesmo com os maus tratos, que muitas vezes tem recebido, é um marco indelével de 1ª administração do Dr. Celso Galvão em nosso Município. O jornal "A Folha da Manhã" de 9 de junho de 1953, em seu Editorial, assim se expressou: "A operosa administração do Prefeito Celso Galvão com a inauguração do edifício da Prefeitura, só por si, é expressiva dessa operosidade..."

Já o Dr. João Domingos da Fonseca, em artigo no jornal "O Monitor" de 28 de março de 1943, antevendo a inauguração e a instalação dos serviços administrativos municipais no novo prédio, assim escrevia: "Vamos dormir em nossa casa. Uma prefeitura funcionando num prédio alugado, sujo, sem acomodações indispensáveis aos serviços, fica um tanto diminuída no conceito público.

Pois a Prefeitura de Garanhuns vai sair de um armazém absolutamente inadequado à posição de sede aos vários serviços públicos, para o melhor palácio Municipal do Estado de Pernambuco.

E aqui vamos por de lado, - dizia o saudoso João Domingos da Fonseca, - as antipatias pessoais acaso existentes esquecer melindres, mais ou menos injustificados, para proclamar alto e bom som, que tal obra o Município deve a capacidade administrativa do Dr. Celso Galvão".

Estes senhores são testemunhas dos seus contemporâneos, daqueles que com ele conviveram e trabalharam, conceitos a respeito do trabalho de um administrador que não teve como mérito apenas construir esse Palácio que nos abriga, mas como  Prefeito, em duas ocasiões de 20 de dezembro de 1937 a 31 de março de 1945 e de 15 de novembro de 1951 a 15 de novembro de 1955, calçou ruas, construiu praças, implantou escolas, abriu as portas ao Turismo, enfim, deu uma dimensão extraordinária ao nosso Município.

No ano de 1942, em artigo publicado no jornal "O Monitor" o grande pernambucano ex-prefeito do recife, Senador Novais Filho, em artigo com o título "Município Feliz" dizia entre outras coisas sobre Garanhuns: "O Município está entregue ao prefeito Celso Galvão, administrador, homem probo e espírito progressista, filho de Garanhuns, que vem dando à sua terra natal todo esforço e toda dedicação. É o prefeito à altura do adiantamento de sua cidade, cujo movimento da ideia de uma pequena capital".

Muito se poderia dizer e muito ainda se vai dizer a respeito do Dr. Celso Galvão - um profissional liberal que deixou a Ciência da Odontologia para se dedicar a ciência da administração Pública.

Mas, Senhores, não quero me alongar, citaremos apenas mais um testemunho da vida pública que substituiu nesta Prefeitura o Coronel Francisco Figueira: "Recebo o Município das mãos honradas  e V. Exa. que com verdadeira dedicação pôs a sua experiência e a sua operosidade a bem do serviço público. Nesta parte tenho  a minha tarefa diminuída, pelo muito que V. Exa. fez por esta terra e pelo exemplo que aqui encontro de sua honestidade a toda prova. Virtude primordial no homem público".

A história é dinâmica, dentro da sua característica de registrar os fatos e os feitos dos homens, ela sempre, mesmo que alguém tenha pesado, ela continuará a registrar por meio de seus sucessores os seus feitos.

Portanto, minhas senhoras e meus senhores, as homenagens de Garanhuns ao Dr. celso Galvão no dia do Centenário de seu nascimento, além deste ato, das nossas presenças, neste local marcante de sua vida política-administrativa, fica gravada nesta placa, aposta ao lado da que ele com tanto carinho fez colocar para marcar uma das suas obras de Governo.

Tenho dito.

Ivo Tinô do Amaral

Prefeito de Garanhuns

Dr. Celso Galvão faleceu em 01 de fevereiro de 1975.

Foto: Dr. Celso Galvão

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