quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

SESMARIA DOS ARANHAS - O mestre de campo Nicolau Aranha Pacheco, Antônio Fernandes Aranha, seu filho, Ambrósio Aranha de Farias e o capitão Cosme de Brito cação, depois de informados por uma turma de rapazes, entre os quais, Gabriel de Brito Cação, provavelmente, o enviaram com o fim de conhecer e escolher as terras que seriam pedidas por sesmarias.

Obtiveram então, do governo da Capitania de Pernambuco, em 29 de dezembro de 1658, uma sesmaria de vinte léguas de terras, em dois lotes, salteados, no "Panema e nos Garanhuns".

No ano seguinte, aos 2 de dezembro, os mesmos concessionários obtiveram do governo mais dez léguas de terras em quadra "nos Garanhuns", ligando assim os dois lotes e completando um só território de trinta léguas.

Esse território começava no rio Canhoto, na confrontação da parte leste do atual sítio denominado Tiririca, e em rumo para o sul até o riacho Conceição, limitando-se com terras que depois foram concedidas e formaram a sesmaria dos Burgos. Do referido  riacho se dirigia para o oeste, limitando-se, pelo sul, com as ditas terras e assim passando pelas da Juçara e Prata, ia ao riacho Lagos e pela sua margem direita para o oeste e para o norte, todo o atual território dos Municípios de Águas Belas, Buíque e Pedra, de onde rumava às cabeceiras do rio Canhoto e, pela sua margem direita, rumava até o ponto onde começava.

O mestre de campo Nicolau Aranha Pacheco era  natural de Arcos de Vale, filho de Pedro João Aranha, teve mercê do hábito de Cavaleiro de Cristo, em 26 de janeiro de  1647, pelos serviços prestados em Pernambuco, no forte de Nazaré, no cerco de Salvador, pelo Conde de Nassau, na substituição do sargento-mor Antônio de Freitas, na Bahia, na Goiana, Rio Real e rio São Francisco.

Na mesma data teve a efetivação do cargo de sargento-mor da Bahia.

Era casado com dona Francisca de Sande, natural de Bahia, filha de Francisco Fernandes, senhor da Ilha da Maré, e faleceu em 29 de outubro de 1670, sendo sepultado em São Francisco. (Fonte: Alfredo Leite Cavalcanti (foto) - História de Garanhuns - Volume I - Outubro de 1968 / Foi mantida a grafia da época).

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