quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

SESMARIA DOS VIEIRA DE MELO - Em 23 de dezembro de 1671, o Governador da Capitania de Pernambuco, Fernão de Souza Coutinho, atendendo ao que lhe requereram Bernardo Vieira de Melo, Antônio Pereira Pinto e Manoel Vieira de Lemos, concedeu-lhes uma sesmaria de vinte léguas de terra.

Esta sesmaria se compunha do território cujo limite era as águas pendentes para o rio Ipojuca e o riacho Mentirosos, a meia distância da confrontação da cidade de Caruaru, e as nascentes do dito riacho, e em rumo para o sul cruzava os rios Una e Pirangi, até uma légua de distância para o sul deste último rio e conservando essa distância seguia paralelamente com ele acima até as confrontações com a atual cidade de Quipapá, de onde rumava a barra do riacho Água Vermelha no rio Canhoto, e pela margem esquerda deste rio ia às suas cabeceiras, e dai para o norte passando pelas cabeceiras do rio Una, atingia o rio Ipojuca, continuando por este abaixo até a barra do riacho Biturí de onde rumava diretamente para a serra da Taquara, e pelas águas pendentes desta serra entre os rios Ipojuca e Una, até onde começava.


Bernardo Vieira de Melo era Cavalheiro, Fidalgo e Capitão da Ordenança, filho do casal de Antônio Vieira de Melo, Cavalheiro, Fidalgo da Casa Real, natural de Catanhede, que serviu como Vereador à Câmara de Olinda, em 1648, tendo servido também na guerra, com o posto de Capitão, sargento-mor da Comarca, era casado com dona Maria Muniz, filha de Marcos Fernandes Bitencourt e de Paula Antunes Muniz, naturais da Ilha da Madeira.

"Bernardo Vieira de Melo casou com dona Maria Camello, filha de Belchior Alves Camello e dona Joana Bezerra, e do seu casal houve sete filhos, entre os quais foram Bernardo Vieira de  Melo e Antônio Vieira de Melo".

O primeiro destes dois filhos prestou relevantes serviços à Capitania de Pernambuco, especialmente na conquista dos Palmares; foi Governador do Rio Grande do Norte e, em 10 de novembro de 1710, deu o brado republicano na Comarca de Olinda, e o segundo prestou também grandes serviços. (Fonte: Alfredo Leite Cavalcanti (foto) - História de Garanhuns - Volume I - Outubro de 1968 / Foi mantida a grafia da época).

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