domingo, 9 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

Manoel Antônio de Azevedo Jardim (Prefeito) - A ala política da oposição, depois da derrota sofrida nas eleições para a formação do terceiro governo, tornou-se inativa. A eleição para formar o quarto governo municipal foi realizada - como se  diz vulgarmente "a bico de pena", tendo sido eleito para o cargo de prefeito o professor Manoel Antônio de Azevedo Jardim (foto) para o período de 1901 a 1904. 

Deixamos de fazer referência aos demais candidatos eleitos, por não termos encontrado no arquivo e respectiva documentação.

Devido ao estado ruinoso em que se encontrava o antigo edifício do "Paço da Câmara", construído em 1818, um dos atos desse governo foi adquirir, por compra, ao Sr. Belarmino da Costa Dourado, um prédio que lhe servia de armazém de cereais e reconstruí-lo, adaptando-o  para a Prefeitura Municipal. O referido prédio, muitos anos depois, foi demolido e no seu lugar construído o edifício do Fórum e Associação Comercial de Garanhuns (atual Ferreira Costa). Foi ainda criada nesse governo a segunda escola municipal de curso primário e inaugurado o primeiro serviço de iluminação pública, composta, aproximadamente, de quarenta lampiões a querosene, pendurados nas esquinas das ruas e becos da cidade. Com a realização dos melhoramentos urbanos se verifica a melhoria das rendas do Município, que antes mal chegavam para de tempos em tempos, a destruição dos matos que cresciam no meio das ruas, e reparo de estragos produzidos pelas enxurradas. Conforme declaração do Capitão Comandante Manoel Leite da Silva, em 10 de janeiro de 1760, como se vê no livro nº 16 fls. 17, do arquivo do 2º Cartório desta cidade, as rendas, que de começo eram de Cr$ 20,00 e 30,00, por ano, naquele declarado se elevaram a Cr$ 600,00 por ano. Com o desmembramento do Município de Cimbres, em 1763, com quase metade de território da comuna, como já dissemos atrás, naturalmente as rendas se reduziram na mesma proporção. E assim, à medida que aumentavam, também se reduziam. Isto de conformidade com municípios e mais municípios que da comuna se desmembravam. Conforme dados constantes em livros da Câmara dos Vereadores, pertencentes ao seu arquivo, em 1866, as rendas apenas atingiram a importância de Cr$ 410,00. Nesse tempo já havia sido desmembrado da comuna o território que hoje compõe os vinte e seis municípios. Em 1883 as rendas que já se elevavam a Cr$ 2.455,00, sofreram sensível abalo com o desmembramento do Município das Correntes, e as que em 1890 já se elevavam a Cr$ 3.791,00, reduziram-se para Cr$ 2.836,00, e no ano seguinte, em consequência do desmembramento do distrito de Palmeira - atualmente Município de Palmeirina - para ser incorporado ao Município de Canhotinho. Não conseguimos encontrar dados para constatar as rendas no tempo daquele quarto governo municipal, contudo é de se presumir terem as rendas aumentado, levando em conta a arrecadação na importância de Cr$ 18.945,00, a quanto se elevaram no ano de 1909.

Fonte: História de Garanhuns / Alfredo Leite Cavalcante / Volume II / Fevereiro de 1973. Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto.

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