sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

CASAL KOURY REUNIU CLÃ E AMIGOS - Ao raiar as primeiras luzes do alvissareiro e esperançoso ano de 1982, um acontecimento dos mais salutares ocorreu em Recife, juntando um punhado de garanhuenses, que se abraçaram e conversaram no dia dois  de janeiro e se alongaram pela madrugada do domingo. As conversas eram variadíssimas e os  assuntos via de regra vinculavam-se às vidas da maioria dos presentes, vivida aqui em Garanhuns. O acontecimento não poderia ensejar oportunidade do que o casamento da filha dos amigos Jaime e Celina Koury, ambos filhos de tradicionais famílias da terra. Jaime Koury saindo cedo de Garanhuns sempre aqui esteve ligado pelos irmãos, especialmente Jorge Koury, Celina, filha de Sebastião Moura uma espécie de 'patrimônio' de Garanhuns, que sendo de Canhotinho traz em sua vida o amor enraizado na terra de Simôa Gomes, pois aqui construiu família numerosa, aqui foi comerciante por mais de meio século e aqui fez uma imensa legião de amigos.

O casamento da jovem Ana Eulália, foi belíssimo em todos os aspectos, dentro dos padrões socioeconômicos da família da noiva e do noivo. Não houve modéstia nem espalhafato; não houve exagero mas nada faltou. O pai da noiva esteve impecável com calças de listas giz, blazer preto e gravata prateada, colete cinza. A prima e amiga Celina desfilava, com misto de sorrisos e choro, em um turquesa de gaze, com assinatura da eximia costureira Lourdes Vasconcelos (Caruaru), que também fez o vestido da noiva. Belíssima por sinal; pesado com farto tecido, crepe roma e renda francesa, caindo muito bem em Ana Eulália. A cerimônia foi oficiada pelo padre Frei Severino, começando tudo à hora prevista, na Igreja (Neoclássica) Manguinhos, vizinha ao Palácio Episcopal de mesma linhagem arquitetônica. Por sinal, registre-se a excelência localização da Igreja, que ao lado do palácio, oferece nos jardins espaço ideal para a recepção, inclusive a  escadaria lateral servindo de 'arquibancada', utilizada descontraidamente pelos comensais, sem contudo quebrar-se a elegância da reunião.

A música ficou por conta do exímio artista que é o amigo Paulo Moura, com órgão, violino, flauta e excepcionais cantores (uma moça e um rapaz). Dos convidados uma verdadeiro festival de saudosismo de conterrâneos. Um destaque especial para os pais de Antônio Carlos Parayba, o jovem engenheiro que se casou, que  à todos, juntamente com os pais de  Eulália, recebiam os cumprimentos  dos inúmeros convidados em plataforma especial colocada ao ar livre. Dos muitos convidados anotamos nomes de muitos amigos de Garanhuns, alguns do nosso tempo de menino, outros de gerações anteriores, como é o caso do decano Antônio Rodrigues, pai do amigo advogado Stelio Rodrigues. Falando em Stelio um destaque para  a esposa Helena, desfilando impecável em um tule  preto com renda. Mas o destaque do casamento mesmo ficou para o grande número de pessoas dentre as quais anotamos o advogado Dr. Ordolito e esposa, Dr. Everardo Gueiros (Dayse), Polim Gomes (Dinah), Dr. Orlando Parayim, Sr. Isnar Bezerra (Célia), vindos de Salgueiro, Marcelo (Marluce) Moura Lins, Jorge Koury e esposa. Gerusa Acioman, Advogado João Moura (Agriomar), Sr. Walter Matos (esposa), Dr. Marcelino Filho (Ivanilde), ele diretor do departamento financeiro do Tribunal Regional do Trabalho, Dr. Walter Albuquerque e esposa, Sra. Cilene Branco Albuquerque, ele Delegado Regional de Palmares, Erasmo Peixoto e Radamés dando cobertura completa com a televisão, Sebastião Moura Filho (Mourinha e esposa) e Sebastião Moura Lins o decano avô da noiva, muito festejado e cumprimentado por centenas de  parentes e amigos dos noivos. O serviço de buffer, foi impecável sob a batuta de Azevedo.

O mais importante de tudo foi sem dúvida, a oportunidade que tivemos todos que fomos convidados para aquelas bodas, rever amigos e  parentes, conversar longamente e matar as saudades de Garanhuns, nas palestras, risos e confraternização, que varou a madrugada, quebrando o silêncio que as vestutas paredes da Igreja dos Manguinhos e do Palácio Episcopal, são testemunhas.

*Marcílio Lins Reinaux / Escritor, poeta, advogado, cronista e pintor / Recife, 30 de Janeiro de 1982.

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