sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

História de Garanhuns


Grêmio Polimático - Fundado em 2 de julho de 1922 por uma turma de afeiçoados à arte cênica, com um número limitado de 25 sócios, de ambos os sexos. Na primeira diretoria: Presidente - Tranquilino Viana, Vice-presidente - Pedro Firmino, Secretário - José Elesbão, Vice - Abdísio Vespasiano, Tesoureiro - Manoel Pires, Orador - Arthur Maia, Diretor de Cena - J. J. Carvalho, Diretor Musical - João Braga, Cenógrafo - Horácio Siqueira. Além dos membros acima, faziam parte do Grêmio os seguintes associados - Dario Rêgo, Sebastião Bastos, Antônio Leite, João Misael, Emanuel Leite, Sebastião Viana, Jesuíno Veras, Augusto Calheiros, Alfredo Leite Cavalcanti, Manoel Vicente da Cruz Gouveia, Maria Augusta da Silva Santos. Contava com a colaboração das pianistas Emília e filha Iracema Braga, Augusto Calheiros e Maria Augusta eram os astros de primeira grandeza. No dia 7 de setembro de 1922, no Cine Grossi, houve a abertura da temporada, com o drama "Operários em Greve" e o quadro apoteótico "As Três Datas" - "15 de Novembro", "Sete de Setembro" e "Treze de Maio" representados,  respectivamente, por Arthur Maia, José Elesbão, J. J. Carvalho e Tranquilino Viana.


O Grêmio em 13 de janeiro de 1923 se confraternizava para dar posse  a nova Diretoria e levar ao palco mais um de seus espetáculos - Presidente - J. F. Braga. Em 5 de maio de 1923, outra encenação com Augusto Calheiros, Arthur Maia, Jesuíno Veras, Raimy Leite, Dario Rêgo, Maria Augusta dos Santos, Alfredo Leite, Sebastião de Araújo, J. J. Carvalho e na orquestração João e Hermilia Braga. Na eleição seguinte, tem-se na Presidência Dario Rêgo. Em 1925, com a retirada de Augusto Calheiros que viajou para o Rio de Janeiro a fim de se integrar ao grupo "TURUNAS DA MAURICÉA"  e Maria Augusta dos Santos que  se transferiu para Recife, a fim de continuar seus estudos, esta associação suspendeu as suas atividades.

Em abril de 1934 surge a notícia de que Dario Rêgo e Tranquilino Viana estavam em ação para a reorganização do Grêmio. Em 1938 ele volta a atuar, com os elementos antigos e uma geração nova. Vamos assinalar, então: J. J. Carvalho, José Cordeiro, José Elesbão, Tranquilino Horácio Siqueira, Arthur Maia, Alfredo Leite, Manoel Gouveia, Dario Rêgo do grupo de "22" aos quais se juntaram: Aurides Cardoso, Luís Maia, Jayme Luna, Valderedo Veras, Bartolomeu Queiroz, Arnaldo Carvalho e as senhoritas, Iracema Correia, Anésia Sales, Lindinalva e Quitéria Teixeira, Nair Moreira, Cremilda Carvalho, Maria Galindo, Luiza Portela e Luís Lins. Em junho levaram à cena a peça "As Doutoras" de França Júnior. Em 7 de abril de 1939 outro espetáculo que constituiu um verdadeiro sucesso. Em 15 de maio a peça "O Interventor" de Paulo Magalhães, interpretada por: Everaldo Marques, Luís Cavalcanti, Manoel Gouveia, José Elesbão, Arnaldo Carvalho, Alfredo Leite, Cremilda Carvalho, Maria e Luiz Pereira.

Era o Grêmio considerado pela crítica pernambucana, dada a seriedade dos seus trabalhos, como "o melhor conjunto teatral do interior do Estado". Em 1940 ainda funcionava tendo à frente: Presidente - Amalarico Moreda, Vice - Deusdedit Maia, Secretário - Dorval Santos, Tesoureiro - Raimundo Clemente, Vice - Manoel Gouveia, Orador - Erasmo Peixoto, Vice - Senyr Jatahy de Sampaio; Conselho Fiscal - Alfredo Leite, Tranquilino Viana e José Elesbão.

Fonte: Coleção Tempo Municipal / Centro de Estudos de História Municipal / Os Aldeões de Garanhuns / Alberto da Silva Rêgo / 1987.

Foto: Alfredo Leite Cavalcanti e o cantor Augusto Calheiros.

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