sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

Dr. José Francisco de Souza*

Cláudio Moraes  - Logo cedo, as suas atividades se desenvolveram ao lado e sob a orientação de seu pai. Preparava-se material e intelectualmente para ser um  bom odontólogo. Terminado os  seus estudos básicos tentou a Faculdade de Maceió. Conseguira bom êxito nas provas. Depois, voltou à terra credenciado ao exercício de sua vocação. Dentro em pouco, conquistara boa técnica em matéria de  extração dentária. Logrou êxito nessa atividade aqui e nos Distritos.

Outros horizontes intelectuais surgiram no seu universo de símbolo. Símbolos de imagens criadoras de novas possibilidades. Integrou-se ao cast da Rádio local. Locutor esportivo e sobretudo sabia difundir boas notícias. Esteve, sempre aprimorando a técnica de redação que chegou a não se confundir. Embora simples criou um estilo próprio. Era uma personalidade. Pois o que é, não é possível não ser. O sol põe na lua o seu  clarão. Começou a florescer para o  jornalismo embora tenha sido um  jornalista periférico. Defendia bem o espírito de sua capacidade. Transmitia bem o ordenamento da boa comunicação.

Jamais tentou mergulhar na vercalidade dos assuntos, respeitava as ideias. Foi sempre horizontal. Deslizava sobre a planície superficial com  receio dos abismos. A palavra horizonte mostra que devemos encarar esse homem dentro dos limites da  nossa visão de todas as condições do meio físico e social em que vivia,  na passagem cultural, ou na paisagem mental do seu mundo. O seu  mundo deveria ser rico de imagens e de símbolo. Foi até certo ponto muito distante. Seu pai Raimundo de Moraes militou em vários campos políticos, Humberto de Moraes oposicionista de todos tempos, mas Cláudio, sempre foi muito reservado. 

Nunca participou ativamente na política local. Sempre jornalista. Essa autodisciplina poderia indicar outras possibilidades.

Seus desejos condicionados por circunstâncias alheias aos impulsos do meio ambiente. Nesse particular era muito respeitoso. Contudo era uma figura humana sempre amiga. Não chegava a exteriorizar a amargura do seu mundo interior, manteve sempre boa forma humana de viver entre os mortais. 

Mas um medida por assim dizer afetiva, sem controle da razão. É pelo pensamento como fonte de originalidades culturais que o homem harmoniza o seu mundo. Somente a fé e raciocínio conduz o homem, como queria Kardec, a enfrentar serenamente essa análise histórica, sem perder-se na negação para nos conduzir ao rebanho de Cristo.

Há muito tempo que ao lado de seu irmão, pontificava com a sua habilidade, pelo equilíbrio cultural dos  Distritos. Colaborador eficiente do nosso "O Monitor" e correspondente de vários jornais. casou-se e viveu bem e foi bom esposo. Pai de 5 filhos, todos muito bem posicionados na vida - verdadeiras joias humanas. Vítima de um acidente, submeteu-se a duas cirurgias na capital do Estado, onde veio desencarnar, em dias do mês passado (Março de 1982).

*Advogado, Jornalista e historiador / Garanhuns, 10 de Abril de 1982. 

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