sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

O primeiro prefeito de Garanhuns eleito pelo voto direto, após a redemocratização de 1945, foi Luiz da Silva Guerra, que derrotou Francisco dos Santos Figueira (foto), que somente chegaria ao poder em 1955. O vice-prefeito eleito na época foi Abdias de Noronha Branco. Nessa época o município  também elegeu o deputado Elpídio de Noronha Branco, que renovaria o seu  mandato por mais duas oportunidades. Luiz da Silva Guerra era médico, adoeceu no exercício do seu mandato e teve que se afastar, passando o cargo para o vice Abdias de Noronha Branco. Juntamente com Luiz da Silva Guerra e Abdias de Noronha Branco, em 1947, treze vereadores foram eleitos, a maioria da UDN e PSD, partidos que dominavam a política naquela época. Faziam parte da bancada; Alfredo Américo Leite, Alfredo Leite Cavalcanti, Amílcar da Mota Valença, Deusdedit da Silva Maia, Ernesto da Costa Dourado e Fausto Souto Maior.

Completavam a bancada João Bezerra Sobrinho e João de Assis Moreno, que representava o distrito de São João, Jonas Dantas de Barros, Luiz Pereira Júnior (Distrito de Caetés), o médico Othoniel Furtado Gueiros, Pedro de Souza Lima e Raimundo Cavalcanti.

Luiz da Silva Guerra (PSD), primeiro prefeito de Garanhuns pós redemocratização, era tido como um político populista, que, no entanto, não pôde deixar uma marca muito forte de sua gestão, por conta dos problemas de saúde que enfrentou.

Em 1951, foram eleitos o Dr. Celso Galvão (PDC) como prefeito e Francisco dos Santos Figueira como vice. Segundo depoimento das pessoas que viveram esse tempo, a marca dessa nova administração foi a seriedade, o trato com a coisa pública. Celso Galvão, que já havia sido interventor do município, no Estado  Novo, levou o calçamento a muitas ruas, construiu praças, hospital e o prédio da prefeitura, que hoje leva o seu nome.

Celso Galvão ganhou a eleição tendo como adversário Luís de Noronha Branco, irmão de Elpídio de Noronha Branco,  que mesmo perdendo o pleito municipal conseguiu renovar o seu mandato de deputado estadual.

Na eleição de 1951, surgiram novos nomes para a Câmara Municipal, como Aloísio Souto Pinto, Raimundo de Morais e Uzzae Canuto.

Além destes, faziam parte do legislativo municipal; Amílcar da Mota Valença, no segundo mandato, Antônio de Andrade Melo, Elias da Silva Barros, Francisco Epaminondas de Barros (Distrito de Miracica), João de Assis Moreno, José Augusto Pinto, Luiz Pereira Júnior, Murilo Amorim e Pedro de Souza Lima.

Garanhuns do final da década de 40 e meados dos anos 50, tinha um eleitorado bem menor que hoje, mesmo sendo o município bem maior, pois incluía as atuais cidades de Caetés, São João, Paranatama e Brejão. Naquela época às administrações eram caracterizadas por muita seriedade e o dinheiro da prefeitura era realmente público, conforme atestam pessoas que acompanharam os governos do passado. 

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