sábado, 22 de janeiro de 2022

História de Garanhuns

Dr. José Francisco de Souza*

Pedro Chaves Peixoto (Grande Vultos) - Modesto e honrado filho de Garanhuns. Jornalista de  talento comprovado. Autodidata que aprendeu o suficiente para iluminar o seu caminho. Principiou a escrever no o jornal "A Pátria" da qual foi depois redator proprietário. Com o poeta Arthur Maia, Soriano Furtado e outros, fundou o "Época" e com Massillon Souto e a grande intelectual professora: Cecília Rodrigues dirigiu o "O Gládio". Como simples tipógrafo, foi por muitos anos gerente das oficinas do "Norte Evangélico" e secretário do mesmo órgão foi assim começando de baixo como se constrói - que conquistou com dignidade o nome do grande e cultor das letras. Nele dominou sobretudo a  modéstia. Era um dedicado companheiro de lutas intelectuais. No concurso para fiscal do Consumo (Federal) no Recife, foi classificado em segundo lugar. Segundo as crônicas da época por justiça lhe cabia o primeiro lugar no concurso. Pela sua inconteste capacidade de trabalho intelectual foi um dos funcionários  da "Pernambuco Tramways" que mais se destacou em todos os setores de suas atividades. Foi um dos patronos do Centro Intelectual "Severiano Peixoto", cuja cadeira foi ocupada pelo seu filho o radialista e poeta Hélio Peixoto. Como todos os homens que desejam ser alguém com dignidade - tudo fez para alcançar a sua  meta. Procurava sempre valiosas informações e as submetia ao filtro de seu Espírito de escol. Adotou como método de sua vida profissional, os princípios fundamentais de rígida moral protestante. Muitas coisas parecem incríveis porém o bom cristão não pode deixar de acreditar nelas. Era uma  maneira especial de combater a incredulidade. Pedro Chaves Peixoto - foi considerado no mundo em que viveu, como um verdadeiro varão de Plutarco. Mostrava-se sempre sensibilizado com as coisas que se  relacionavam com o respeito e a dignidade do homem. Foi um dos vultos de nossa cidade que se destacou pela humildade de seu espírito. Fundou várias sociedades. Entre elas "A Banda de Música 2 de Março" (1902) e morreu na capital do nosso Estado. E foi na  vida intelectual da nossa Garanhuns, um padrão de  honra e dignidade.

*Advogado, jornalista e historiador / Garanhuns, 5 de Novembro de 1977.

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