domingo, 16 de janeiro de 2022

História de Garanhuns


José de Anchieta Callou - O Mons. José de Anchieta Callou (foto), nasceu na Fazenda "Trincheira" município  de Salgueiro-PE, em 7 de janeiro de 1893. Mons. José de Anchieta Callou foi o 3º diretor do Colégio Diocesano de Garanhuns (1928/1936). Trazia já a experiência, pois fora diretor do Ginásio de Triunfo. Quatro meses após, sofre o Ginásio o rude golpe da morte do bispo D. Moura. Mons. Callou soube, porém, enfrentá-lo. Em 1929, conseguiu bancas examinadoras, municipalizando o Ginásio.  Até então, os alunos concluintes iam, ao Recife, prestar exames.

Em 1930, conseguiu equiparação permanente, oficializando, portanto, a vida do Ginásio. Adquiriu material suficiente para o laboratório. Fundou grêmios culturais. Conseguiu, no último ano de sua direção, verificação prévia para o Curso Comercial. Pôde ver, ao deixar o Ginásio, seis turmas concluírem o curso ginasial no próprio colégio.

O padre, o amigo, o educador e mestre, tem o nome perpetuado na memória dos que receberam os seus ensinamentos, compartilhando de sua estima e usufruíram a benção na sua Diocese. Vigário pobre, vivendo para os seus paroquianos, dando a sua singela contribuição no mundo espiritual e na área educacional, com a responsabilidade da direção do Ginásio Diocesano, além de cuidar dos seus familiares, sobrinhos e parentes sob a sua tutela, amigo de todos, recebendo os seus ex-alunos, em sua residência, junto à Catedral, com alegria e feliz por saber que "aqueles puxões de orelha", nos alunos ginasianos, serviram para aprender a obedecer. Esta é a imagem que ficou naqueles que continuaram cultivando a sua amizade.

Não representava somente Garanhuns (cidade) no âmbito de atividade do padre Callou no mundo do sacerdócio. As vilas como São Pedro da Matinha e inúmeras outras circunvizinhas à Cidade Serrana, eram por ele assistidas, nas missas mensais, nas comunhões anuais, inclusive as festividades em homenagem a santos padroeiros. Era o sacerdote que não tinha hora para trabalho, dar assistência a um moribundo, sendo incansável na sua faina cotidiana. Era de vê-lo no ordenamento das procissões da Semana Santa, do Santíssimo, a tudo atendendo, a tudo disciplinando, como um verdadeiro líder e, o que mais realça a maneira calma e firme das decisões que tomava, a fim de se dar cumprimento à tarefa programada.

Faleceu em Recife, no Hospital Português, na tarde invernosa de 12 de julho de 1968. O seu corpo foi transladado para Garanhuns, onde foi sepultado na Catedral de Santo Antônio.

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