sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

História de Garanhuns


Ulisses Peixoto Pinto*

José Correia Paes (Casé) - Proprietário rural e ex-funcionário da Receita Estadual, Casé, como era conhecido em todo o Agreste Meridional, foi um dos últimos remanescentes dos habitantes da cidade de Paranatama que deu combate ao Grupo de Lampião na noite de uma sexta-feira para o sábado ou seja em 20 de junho de 1935, quando o "Rei do Cangaço" comandando um grupo de seis cabras tendo ainda ao seu lado a companheira "Maria Bonita". A então Vila de Serrinha fora invadida pelo temeroso bando através de uma estrada ainda hoje existentes entre o Sítio Lage de Pedras e o centro urbano. Na localidade antes falada, cometeu atrocidades, ao assassinar fria e barbaramente um cidadão por ter negado acompanhá-lo até o centro da Vila para informar onde ficava a residência do comerciante e atuante na política local, Francisco Epaminondas de Melo, conhecido por "Chiquito".

Mesmo  assim, levou à frente o seu intento e invadiu o adormecido lugarejo, quando teve oportunidade de chamar pelo nome de Chiquito, o que mais despertou a atenção dos seus habitantes, pois de qualquer maneira esperavam a incômoda visita. A esta altura, para o devido resguardo das famílias, Casé juntamente com João Cacheado; os irmãos Luiz, Manoel e João Alexandre; Inácio, João e José Bezerra de Assunção e Floriano Duda da Costa, enfrentaram o temível bando, impondo-lhe uma grande baixa que foi sem sombra de dúvida, o afastamento de Maria Bonita da entenda depois de ser atingida por projétil de "parabelum", deflagrado por João cacheado.

Deu sua residência, Casé de revólver à mão, procurando a todo custo evitar o assedio verificando, conseguiu com os conterrâneos e por sinal na maioria de  98% parentes, revidar a altura o que mais tarde, caso Lampião viesse a conseguir vitória, trazer a tristeza no seio da Comunidade de Serrinha. De tradicional família, Casé era filho do Capitão João Correia de Assis, cuja memória é reverenciada na  cidade de Paranatama, com uma praça. Seu nome está perpetuado. 

José Correia Paes (Casé), faleceu em 15 de maio de 1980.

Foto: Lampião passou por essa casa no Sítio Queimada do André

Créditos da foto: Blog Capoeiras.

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