quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

História de Quipapá

Francisco Xavier de Souza, em 22 de junho de 1802, comprou o Sítio Quipapá, composto das terras que pegando da Barra do Riacho da Areia pelo Rio Piragi acima até a Barra do Riacho chamado Gravatá e entre o Riacho chamado de Areia e o Riacho do Gravatá com meia légua pelo Riacho acima. Pela quantia de cem mil réis, ao Casal Antônio Vieira de Melo e Brazida Maria de São José, ele perfilhado e herdeiro do capitão Antônio Vieira de Melo. Em 06 de março de 1820, já o Sítio Quipapá era propriedade de José Correia de Queiroz, casado com dona Maria do Carmo; de Caetano Correia de Queiroz; de Manoel Martins de Oliveira; de Antônio da Costa Leitão, casado com dona Margarida Joaquina de São José, e de Bazilio Rodrigues de Freitas, casado com dona Ana Maria da Conceição, por haverem comprado a Ricardo Pereira de Moraes, provavelmente para dele fazerem doação, como efetivamente naquela data o fizeram, para o patrimônio da então capela de Nossa Senhora da Conceição de Quipapá.

Essa capela, naquela época, estaria no início da sua construção porque, quando em 23 de novembro de 1829. Alexandre de Souza Dias fez o seu testamento, em  uma das suas disposições, deixava cinquenta mil réis para o término da construção do corpo da referida igreja de Nossa Senhora da Conceição de Quipapá. A capela foi filiada à Matriz de Santo Antônio de Garanhuns, até quando foi criada a Freguesia de Nossa Senhora do Ó do Altinho, que já o era em 1838. Em torno da capela se formou uma progressista povoação que em 1832 era sede de um dos distritos do município de Garanhuns, sendo seu Juiz de paz naquele ano, o capitão Antônio Sebastião Freire e Escrivão o cidadão Antônio Nunes da Rocha.

Em 16 de julho de 1846, eram, respectivamente subdelegado de Polícia e escrivão do Distrito de Quipapá os cidadãos: Luiz Bispo Bezerra Cavalcanti, e João Peixoto de Sobral.

Daí por diante não se encontram documentos nos arquivos de Garanhuns, referentes a esse distrito, é de presumir-se ter sido desmembrado e incorporado ao município de Caruaru, quando este foi criado, em 16 de agosto de 1848, e dele desincorporado para fazer parte do município das panelas, criado em 10 de outubro de 1870, e assim até 12 de maio de 1879, quando foi elevado à categoria de Município a sua povoação à categoria de vila, sendo hoje das mais  formosas cidades do interior pernambucano. (Foi mantida a grafia da época).

*Fonte: Alfredo Leite Cavalcanti (foto) / Historiador e escritor / História de Garanhuns - Volume II - Fevereiro de 1973.

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