quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Indústrias que passaram por Garanhuns


Em busca de conquistar uma profissão a partir de 19 anos de idade, tomei o rumo para nossa capital Recife, e de lá parti para uma longa caminhada com duração de 33 anos, em diferentes pontos deste país, e ao requerer aposentadoria, ainda permaneci na mesma capital, por mais 7 anos, que  totalizou 40 anos afastado de  Garanhuns, minha terra natal. Periodicamente aqui aparecia em curto espaço de tempo, em  gozo de dispensa ou em parte das férias regulamentares.

Aqui chegando definitivamente para fixar residência, em fevereiro de 1997, aceitei como lógica que muita coisa da cidade mudou e  para mau, até que cheguei  a aceitar o dito popular: "cidade do  tinha".

Baseado em recordações, tentarei expor aquilo que  existia em épocas passadas. No prédio onde anteriormente funcionou a Fórum da cidade, na Rua Dantas Barreto, esquina com a Rua 13 de Maio, existia uma montadora de veículos marca Ford, que pertencia ao Sr. Abdias de Noronha Branco. Caminhões e veículos menores aqui chegavam encaixotados do exterior, e logo era procedido o trabalho de montagem e passavam a circular na cidade, já em mãos dos proprietários, que  naquela época era considerado um produto de luxo.

A grande produção de algodão em nossa região, concorria para o movimento intenso do transporte ferroviário de  carga e de passageiros. O trem de passageiros era classificado em vagões de 1ª e 2ª classes, além da classe de luxo, denominada de "Pullman" (poltrona de dormir, carro-dormitório), com poltronas reclináveis e serviço de bar, no caso, quase leito. O trem cargueiro nos trazia principalmente vagões carregados de diesel, gasolina, álcool, querosene, procedentes da capital e da zona da mata sul do estado.

A cidade contava com a SANBRA (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro), localizada próximo ao atual Hospital Regional Dom Moura, precisamente onde funcionou a fábrica de vinho Jurubeba "Galvão".

Anderson Clayton, grande  área, onde hoje se acham  instalados o Armazém Central da Empresa Ferreira Costa; e varias casas comerciais ao longo da Avenida Caruaru. Por ser uma empresa de grande porte, achava-se interligada com a linha férrea, para escoamento da sua produção, no formato de fardos, o algodão beneficiado.

Usina de Garanhuns, da Companhia Industrial de Beneficiar Algodão e Fabricar Óleo, de Trajano S. V. de Medeiros, que ocupava uma  superquadra, onde hoje se  acham instalados: o Centro Administrativo Municipal, Câmara Municipal de Garanhuns, Promotoria de Justiça de Garanhuns, 18ª Delegacia de Polícia, voltados para a Rua Joaquim  Távora; Tribunal de Contas do Estado, voltado para a Rua Amaury de Medeiros; ADAGRO e IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco), Gerência Regional, voltados para a Avenida Caruaru.

Fábrica de Arados Paraguassu, era localizada onde funcionou o deposito da Empresa Pérola, próximo ao Centro Cultural Alfredo Leite Cavalcanti.

Indústrias da Coca-Cola, de Relógios Hora Norte e a Companhia Industrial de Doces - CID, pertenciam à área do antigo Distrito Industrial, próximo a rodovia PE 177, local onde anteriormente existia um Campo de Pouso destinado às pequenas aeronaves. Estas e outras infelizmente ficaram em  nossas lembranças.

*Valdemir Barbosa / Jornalista e historiador / Fonte: Jornal Cidade / 21 de Setembro de 2013.

Foto: Inauguração da Agência da Ford em Garanhuns, na Avenida Dantas Barreto, funcionou também neste local o Fórum Ministro Eraldo Gueiros.

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