sábado, 15 de janeiro de 2022

Lições da Matéria

Dr. Aurélio Muniz Freire*

No reino da química, temos a preocupação do Espírito. Até mesmo, nas questões que envolvem as diversas combinações. Elas existem, como sabemos, em estado de  natureza (simplesmente naturais) e também, na artificialidade das criações humanas. Combinam-se os elementos e nos apresentam outras substâncias naturais e artificiais.

Enfatizamos que as combinações químicas encontram suas sementes de transformação, no próprio seio universal, que lhes serve de berço. A grande gênese, o grande nascedouro de variadas combinações químicas está  situado no mundo que a tudo circunda.

Quando duas ou mais substâncias se reúnem, dando origem a uma terceira, vemos uma transformação. O exemplo da água, na reunião de  duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio.  Nesta amostragem tão simples a aparentemente tão singela, a natureza ostenta a beleza dos imensos lençóis, que banham a nossa terra, dessedentam o nosso corpo, orvalham os jardins da vida, espalhando a riqueza dos trigais, o alimento da nossa mesa.

A mão do homem não plasmou a maravilha deste  quimismo natural. E, sem água, como poderíamos entender a vida ou a presença de qualquer ser? Seria impossível, pelo menos, ininteligível  à  nossa obtusa compreensão. Contudo, com ela, nascem as  fontes. Caminham os rios. Esplendem as grandiosas conchas oceânicas. Tudo, numa presença infinita da grandeza divina.

Ainda quando passamos às conquistas ilimitadas da química  tecnológica, e pensamos nos avanços não menos prodigiosos da indústria sintética, jamais poderíamos olvidar o quanto recebem elas de dadivoso laboratório natural. Ainda a variedade de  combinações encontradas, sem o esforço do homem, atendem ao chamamento da  inteligência criadora. A natureza e o ser humano dão-se as mãos. Estreitam-se sob o  comando da técnica. Formam novas substâncias, criando e transmutando novas formas - de outras já encontradas. Como resultado, temos a maravilha de tantos produtos fabris, carreando mais  conforto e beleza aos lares e aos ambientes de toda a  gente.

Ressaltando o progresso da ciência bacteriológica, sem nos esquecermos da  grande figura de cientista e  sábio, que foi Louis Pasteur, também não escondemos nossa gratidão à mãe-natureza. Ela fornece a multiplicação de meios medicamentosos, na produção incessante e silenciosa dos laboratórios, distribuindo saúde, erradicando doenças. Bactérias que  infestam corpos, minam organismos e distribuem males, encontram o antídoto necessário e eficaz, na inteligência produtiva de quantos fazem a expansão da  química bacteriológica.

Em tudo, como vemos, a natureza é a grande irmã do  homem.

*Jurista e escritor / Garanhuns, 12 de Fevereiro de 1977. 

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