sábado, 1 de janeiro de 2022

O nascimento do jornal "O Monitor"


Monsenhor Tarcísio Falcão*

Mons. Afonso Pequeno, entre outros o quarto pároco de Garanhuns, homem culto e de inteligência privilegiada, teve uma visão ampla do progresso de Garanhuns. Criou as escolas dos meninos e meninas, instaladas no  antigo Hotel Familiar do Sr. Menegôlo, hoje sede do Bradesco, dando origem aos dois mais notáveis educandários católicos: Santa Sofia e Colégio Diocesano. À instâncias suas, Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra, arcebispo de Olinda e Recife obteve do Santo Padre Bento XV a criação da Diocese de Garanhuns, em 02 de agosto de 1918, vasta região, partindo de Águas Belas até Barreiros à margem do Atlântico. Mons. Afonso Pequeno editava o semanário, denominado "O Sertão". Dom João Tavares de Moura, bispo pioneiro das grandes realizações, editou, apenas um pequeno jornal: "Boletim Diocesano" para seu relacionamento interno com os seus sacerdotes. Governou sábia e santamente a Diocese por 10 anos.

Em 08 de dezembro de 1929, Dom Manuel Antônio de Paiva, assumiu o governo Diocesano. Jornalista de alto nível, em 15 de maio de 1931, propôs a ideia de editar o jornal com o nome de "O Monitor", constituindo diretor o padre Manuel Diegues Neto, colaboradores Dr. Genésio Vilela, Dr. João Domingos da Fonseca, Dr. Rafael Vieira de Gouveia e tipógrafo, Sr. Francisco.

D. Mário de Miranda Vilas Boas, chegando em 20 de novembro de 1938, admirável orador sacro e apaixonado pela Ação Católica do Papa Pio XII editou nas oficinas gráficas do O Monitor, o jornal "Vox Nostra" que divulgava o ideal de renovação cristã, sob a direção do  Mons. José de Anchieta Callou.

Empastelados se achavam os tipos e 2 máquinas impressoras em uma casa em ruínas, junto a Casa Paroquial.

Em 19 de maio de 1946 chega-nos Dom Juvêncio Brito e de início reerguer a imprensa diocesana. O Sr. Bispo confiava a tarefa ao seminarista Miguel de Almeida e a primeira edição foi um desastre. Reuniu os sacerdotes da sede e nomeou diretores do O Monitor, Padre Edgar Carício de Gouvêa, Padre Acácio Rodrigues Alves e o Padre Tarcísio Falcão colaboradores.

O Padre Carício com ajuda de Aldira Moreira de Melo e Eufrosina Alves instalou a Livraria São José, cuja renda revertia para o jornal. Fez um grande trabalho nas Paróquias e a união conjugada de esforços para um bem comum, obteve numerário suficiente para adquirir na Alemanha a Linotipo, a impressora Heldebergue, guilhotina, papel linha d'água na  T. Janer e o primeiro número agradou em cheio à opinião pública. Com desistência dos Padres Acácio Alves e Edgar Carício, Dom Juvêncio designou-me seu diretor. Contei com ótimos auxiliares: linotipista Arlindo Francisco da Silva, substituindo por João Ednaldo Alves, Humberto Alves de Morais, Sr. José Francisco de Souza, Ulisses Peixoto Pinto, Otávio da Silva e Aderson José. No governo de D. José Adelino Dantas, iniciado em 14 de setembro de 1958, foi a fase áurea do jornal, pois editou 1.000 exemplares cartonados do seu livro "Homens e Fatos do Seridó Antigo" e 2.000 exemplares de um livro de cânticos do Padre Edgar Carício, Pároco de Bom Conselho. No governo de Dom Milton em 26 de outubro de 1967 passou a direção do jornal a um aventureiro do Recife que roubou a Diocese. Dom Milton nomeou diretor o Diácono Admário Gama Cambrainha que saiu da Diocese. Por obediência a Dom Tiago, ainda tentei soerguer o querido Monitor que era deficitário para a Diocese. O Sr. Dom Tiago abriu concorrência pública para licitações de preços para compra. Concorreu o Sr. Mauro de Souza Lima e o Sr. Amílcar da Mota Valença, época prefeito de Garanhuns. O jornal O Monitor passa a ser administrado pelo poder público municipal.

O Jornal O Sertão teve seu primeiro número editado em 14/02/1909 e apresentava em seu corpo redacional: Diretor Dr. Joaquim Maurício Wanderley, redatores - Antônio Souto Filho e João Paes de Carvalho Barros. Em 12 de abril de 1931 o jornal "O Sertão" encerra em definitivo as suas atividades, com a publicação do nº 1, ano XXIII, sendo substituído pelo "O Monitor", órgão da Diocese de Garanhuns, que surge em 15 de maio de 1931. 

Foto: Monsenhor Tarcísio Falcão.

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