sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Os 13 alunos do Colégio Diocesano de Garanhuns de 1932

As comemorações aniversárias do nosso Colégio Diocesano, integravam todo a vida de nossa cidade, dado o esforço da comunidade para colocar o Ginásio no seu verdadeiro lugar, dotando Garanhuns de um estabelecimento oficializado e concorrendo de maneira positiva para a melhoria do nível cultural não só do nosso Estado, e da própria Região. Em verdade, o nosso Diocesano abrigava alunos dos diversos Estados do Nordeste, sendo o maior contingente, o das Alagoas. Depois do Diocesano, vieram as fiscalizações federais para o Santa Sofia e 15 de Novembro, cabendo, no entanto, ao Diocesano, as condições de pioneiro. Falamos da sua primeira turma de concluintes do Curso Ginasial, do ano de 1932, sistema seriado, do 1º ao 5º ano. Antes, Antonio Tenório de Almeida, hoje fiscal do consumo aposentado, também aluno do Diocesano, completava os seus "preparatórios" estudando em Garanhuns e fazendo exames no Recife; João Domingos da Fonseca, também aluno e professor ao tempo do Mons. Antero, trilhava o mesmo caminho. Havia um remanescente dos estudantes do curso parcelado José Otávio Maciel, que se agregou nos últimos dois anos à nossa turma, tendo concluído os seus preparatórios, também no ano de 1932, figurando em nossa foto oficial.

Quando começamos em 1928, éramos mais de trinta, e chegamos ao final da linha apenas treze (13) que, em verdade foram doze (12, excluindo-se José Otávio Maciel. Os concluintes da 1ª turma, foram os seguintes: José Otávio Maciel, formado em medicina, clinicando em Limoeiro, tendo feito algumas incursões de ordem política partidária em alguns municípios do Estado; Abel de Araújo Freitas, médico, imigrou para São Paulo e se instalou em Presidente Prudente, onde veio a falecer há vários anos. Era sobrinho querido do Padre Dedi, Pároco de Correntes, Pernambuco; Carlos José de Barros Araújo, advogado, filho do Prof. Manuel Clementino de Araújo, nosso professor de português e diretor do Colégio Martins Júnior. Fez os primeiros anos do curso no Recife e se transferiu para Garanhuns no terceiro ano; Osias Ribeiro dos Anjos, médico oriundo de Bom Conselho, também falecido há vários anos; Lívio Cavalcanti, médico, de família Garanhuense, clinicando no Estado do Rio de Janeiro; Antonio Viana de Siqueira, formou-se em Direito e seguiu a magistratura. Era o poeta da turma, vinha de família tradicional de Correntes. Falecido no Recife, como Juiz de Direito aposentado; Joaquim Moreira de Mello, agrônomo, foi diretor da Escola de Agronomia de Areia, na Paraíba e Diretor da ANCARPE. Ocupou também a Secretaria de Agricultura da Paraíba. Ex-técnico agrícola da Usina e Indústria, no município de Mercês; Jorge Damaso,  sobrinho do Padre Damaso, de Bom Conselho; Ruy Alves Maciel, alto funcionário da Secretaria da Fazenda do Estado; Ernani Bérgamo, médico, chegou no quarto ano, vindo do recife, especialista em Otorrinolaringologia,  clínico no Recife e integrou o corpo médico do IPSEP; Waldemar Correia Resende, de tradicional família garanhuense, residindo no Rio de Janeiro; Ernesto Carício de Gouveia, chegou no terceiro ano, egresso do recife. Nascido em Belém de Maria, formou-se em Direito e seguiu o Ministério Público. Aposentou-se como Promotor Público de Paulista, e finalmente, o autor deste livro, formado também em Direito. Os 13 da turma de 1932, que em verdade eram doze (12), tiveram as seguintes profissões: 1 agrônomo, 4 bacharéis em Direito, 5 médicos, 1 indefinido e 2 técnicos em administração.

*Alfredo Vieira / Advogado e jornalista / Garanhuns do Meu Tempo 1981.

Foto: Carlos José de Barros Araújo.

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