sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Prefácio do Livro "Espasmos do Âmago" de Genivaldo Almeida Pessoa

Carlos Guedes* (foto)

Há momentos felizes e emocionantes em nossas vidas. Um desses é ser convidado para prefaciar o livro de um grande amigo e escritor. Fiquei bastante lisonjeado em poder escrever sobre o mais novo trabalho literário de Genivaldo Pessoa, "Espasmos do Âmago". É com muito orgulho e carinho que recebi essa honrosa missão de prefaciar o ótimo trabalho do nobre autor. Possuidor de uma capacidade intelectual infinita, que sempre procurou demonstrar através da escrita, tentando expor as suas ideias, os  seus  desejos e as suas ansiedades, para isso percorrendo todos os meandros da cultura, assim como, um rio que percorre o seu talvegue, na tentativa de alcançar o oceano para, enfim, aí poder depositar as suas águas, cumprindo a sua verdadeira missão final. O autor procura imprimir, em sua obra, poemas, versos e crônicas, que sempre lhe possibilitaram almejar uma vida plena de êxito e felicidade em sua vida profissional, pessoal e familiar. Êxito e felicidade que agora se concretizam com a publicação de  "Espasmos do Âmago", uma bela coletânea, que penetra em nossas almas tornando-as puras. Ao lermos o seu novo trabalho, podemos perceber certa leveza na sua forma de escrever, como resultado das diversas experiências vivenciadas pelo autor, ao longo de toda a sua trajetória de vida literária.

Há uma máxima de JK, que diz: "Não basta por ideias no papel para fazer acontecer; é preciso tirá-las de lá". Analisando-a, detalhadamente, podemos afirmar que foi isso Que Genivaldo fez, não permitiu que o seu novo sonho ficasse apenas no imaginário, realizou-o transcrevendo para o papel. Através de sua maravilhosa inspiração literária, o leitor poderá extrair algumas reflexões, análises e conclusões, que poderão auxiliar no seu cotidiano. Ainda encontrará não só a diafaneidade, como também os desígnios dos diversos sentimentos do  homem, por meio da liberdade de expressão que há em cada um de nós, em especial no autor. Essa coletânea de poemas, versos e crônicas, fazem face aos "Espasmos do Âmago". Obra será digna de elogios pelo público e pela crítica, em virtude do seu elevado teor literário. Esta representa a realização de mais uma grande conquista do autor.

O teor do trabalho aborda diversos temas relacionados à vida da  espécie humana, como: amor, falsidade, paixão, encanto, desejos, ansiedade, percursos, percalços, reveses, loucura.... Todos esses aspectos da dimensão humana estão presentes em: "O Âmago não tem cores...", "Aconchego", "Desespero", "Retrato", "À ferro", "Adorno do Pranto", "Intuição", "Exegese", "Resquícios...", "Dor", "Contagem", "Minúcias...", "Mulher" entre outros, como exemplo:

"...Décimo's"

Sim...!

É tão pouco

O que te dou...

Os minutos

Os momentos...

Minúsculos instantes

Em tua companhia...

Vendo o dia

Se Esvair...

E logo

Depois...

Depois...

Se ir...!

Ao exílio

Matar as saudades num grito...

É tão pouco

Tempo que fico

Aqui...

Sem tempo nem para sorrir..

Com saudade

Antecipada

Por ti amada... FILHA!

Contribuíram ainda para o embelezamento da obra, grandes expoentes da literatura garanhuense, como os escritores/poetas Carlos Janduy, com o poema "Dezembro", João Marques (Presidente da Academia de Letras de Garanhuns), com "Depressão", e Aline Claudino Brito, com "Sem ti".

A obra "Espasmos do Âmago" deve ser lida e (re) lida por diversas vezes, com parcimônia, grande atenção, carinho, afeto e amor, como quem saboreia um vinho de qualidade superior, degustando gole a gole, até a última gota da nobre e refinada bebida do deus "Baco". Quero finalizar parabenizando o amigo Genivaldo, pelo brilhante trabalho, que hora nos apresenta.

*Escritor e professor / Garanhuns, PE - 2011.

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