quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Saudação a Garanhuns


Almerinda Espíndola Rodrigues*

Minha hospitaleira terra

Situada numa serra,

Meu desejo é te saudar;

Dá-me pois inspiração,

Terra da minha paixão,

Garanhuns, meu doce lar.


Dá-me a fé que se ascendeu

E que tanto floresceu

Na senda do meu passar;

O rumo da tua história,

Como foi tua vitória,

Teus louros, quero contar.


Quem subir a grande altura

Pode ver a estrutura

Do teu vulto varonil,

És a cidade ideal; Teu clima não tem igual,

Retalho do meu Brasil.


Tua linda primavera

Ressurgindo na esfera

Deste céu que nos rodeia

É mania que atrai

A quem vem e a quem vai

Como canto da sereia.


Lá de cima do sinai

A nossa visão se esvai

Num agreste campinal,

De onde a mão da natureza

Te despertou com certeza

Numa manhã de cristal.


Antes mesmo do magano

Destacando um novo plano

Do mirante a ti olhar,

Dos eucaliptos sombrios

Teus braços longos esguios

Parecem nos encontrar.


O pau pombo, decantado,

Nascido no teu reinado

Tem encanto sedutor.

O namorado em segredo

Ali faz o seu enredo

Num doce sonho de amor


O turista então cansado,

Muitas vezes revoltado,

Canta sonhos de ilusão.

Ao ver o seu panorama

Toda a sua alma inflama,

Num palpitar de emoção.


Dos teus sítios agrestados,

Bem pertinho ou afastados,

Surpreende o esplendor...

O cravo com seu ciúme,

A rosa com seu perfume,

O lírio com seu alvor.


Na pujança do teu brilho

Já se faz um estribilho:

Na tristeza ou no deleite,

Envolvidos na paisagem

De uma verde ramagem,

Vamos ver copo-de-leite.


No sopé destes teus montes

Jorram alvas lindas fontes

De água pura e cristalina:

Vila Maria que canta

E a serra branca que encanta,

Pau-Pombo e Vila Regina.


São Luiz e São Vicente,

Dois mananciais potentes

De água limpa salutar,

São mais duas nascentes

Para Garanhuns somente

Ter do que se orgulhar.


Doce berço de instrução

Donde emana educação

Da gente da nossa terra.

Poetas, prosadores,

Engenheiros e doutores

Nasceram sim nesta terra.


E o relógio florido,

Neste teu solo erguido

Deixa o povo a cada hora

Mais e mais embevecido

Proclamando a tua história

Neste torrão tão querido.


Serra de Garanhuns,

Terra dos guarás, dos anuns,

Onde o ensino é de verdade.

Suíça Pernambucana,

Teu povo todo se ufana,

De seres grande cidade.


Instalada ao pé do monte,

No dever alto e constante

De notícias irradiar, Fica sua difusora

De beleza promissora

Trabalhando sem cessar.


Salve, salve pioneira,

Desta terra hospitaleira

Da qual és o porta-voz

Teu nome será lembrado

Com Pessoa de Queiroz.


Eu te amo minha terra

Pela beleza que encerra

O teu manto florestal;

Em ti sempre hei de viver

E em outra não quero morrer.

Tua flâmula é meu fanal.


Pela glória dos teus brilhos

E a nobreza dos teus filhos,

Quero sim te apresentar

Esta simples saudação

Ditada do coração.

Garanhuns meu doce lar.

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