sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Um passado que volta

Aldemar Alves de Almeida*

Sua vida era sem graça

Seu mundo estava parado

No seu coração fechado

Já não entrava calor.

Ela já não cultivava

O jardim da sua mente

Já não plantava a semente

Da paixão ou do amor.


Já não havia alegria

No seu pobre coração

Quando pensava em paixão

Não brilhava o seu olhar

A frieza do seu leito

Uma lágrima escondia

No seu peito só havia

Vontade louca de amar.


Até que em fim o destino

Lhe fez uma cortesia

Deu a ela um novo dia 

Por Jesus Abençoado.

Na manhã de Céu azul

Quando varria a calçada

Deus lhe deu de mão beijada

O seu poeta encantado.

Garanhuns | ano 2005.

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