sábado, 15 de janeiro de 2022

Vaquejadas do passado


Evandro Araújo Branco*

Fomos convidados, em 1949, para uma corrida em Gameleira - PE, éramos uma turma grande: Jorge Branco, Duda D'Letiere, Victor Fernandes, Job Tenório, Lola e Lula Branco, Filadelfo não foi, pois estava doente. Eu corri com Duda e fomos campeões da festa.

No mesmo ano, corremos uma festa em Caruaru. Corri com Paulo Tenório de Brito, nossos cavalos chamavam-se Orelha Murcha e Macaco, foi a primeira vez que corri à noite. Lembro-me que neste mesmo dia morreu o grande cantor, Francisco Alves, em um desastre de carro.  Conheci também uma dupla de vaqueiros, Napoleão e Zezé Duré, ambos da Paraíba, eram dois vaqueiros excelentes. Tinha também um irmão de Antônio Xique Xique, grande puxador de touros, um fenômeno. Nesta época, meu cavalo ainda era o Gato Preto, mais tarde aconteceu um acidente com ele,  deixando-o inutilizado, então meu pai comprou um outro cavalo castanho claro a José Bezerra, da Fazenda Belamente, era um cavalo de prado que não serviu, seu nome era Traquino.

Em uma vaquejada em Maceió - AL, eu e Ernades Soares, meninos de 11 ou 12 anos, vimos pela primeira vez um gravador. Eu e o meu amigos aboiamos no microfone e ao ouvirmos nossas vozes gravadas ficamos impressionados.

Fonte: Livro Vaquejadas do Passado de Evandro Araújo Branco. Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto

Foto: Cassimiro Martins, David Nasser, Humberto Granja entre outros.

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