quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Garanhuns


Alberto da Silva Rêgo

"Todos cantam a sua terra,

Também vou cantar a minha",

Pujante em cima da serra,

Onde o sertanejo caminha.


Entrelaçando jovens corações,

Sob as noites enluaradas,

Gerando fraternas gerações,

No enlevo das madrugadas.


Brotando no seu fértil solo,

Flores - açucenas e rosas

Que perfumam o amoroso colo,

Madeiras de lei - árvores frondosas.


E, quantas cachoeiras borbulhantes,

Quietas ao pisar a planície,

Inundando os vales, ondeantes

No caminha pela superfície!


E o "Unhanhú" no seu viver secular,

Tropeçando aqui, ali, acolá,

Persistindo da sua faina de amar

O torrão natal, seu querido lar.


Foram-se os tempos. Conta a história,

Ela, na sua, sobrevive

Entoando seu canto de vitória

E, por todo um século, convive


Ali, povo - homem, mulher e criança,

No aconchego sadio dessa terra,

Mantendo vida a esperança

Naquele pedaço que encerra


Um passado, uma lenda, um mito,

De permanecer, como outrora

E, por todo o tempo, até o infinito,

Na "taba" o TUPAN que se adora.

Fortaleza | 29 de Fevereiro de 1984.

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