sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

História de Garanhuns


DJALMA ARAÚJO (Década de 1930) - Morava junto ao imóvel de Osvaldo Medeiros na Rua do Recife. Comerciário, entusiasta do futebol, no América Sport Clube ocupou o cargo de secretário e no Santa Cruz o de vice-presidente. Seu "hobby" era ser treinador e em tal mister procurava orientar o sobrinho, de igual nome - Djalma, que se integrava nas peladas da rua do Recife. Este, muito jovem, passou a figurar no primeiro escalão dos times da terra natal, após transferiu-se para o Sport em Recife e, por fim no Vasco da Gama, Rio de Janeiro, onde era considerado o "craque" dos sete instrumentos. Casara-se com Terezinha Paes, filha de Francisco Paes, um dos entusiastas do jogo bretão. (Fonte: Alberto da Silva Rêgo | Os Aldeões de Garanhuns | 1987).

DJALMA NO VASCO DA GAMA

Vasco da Gama Campeão Carioca Invicto de 1945 - O ano da grande surpresa

0 Flamengo terminou sua gloriosa campanha do tricampeonato aos pedaços. Juntar o que restava não era tarefa fácil. A exaustão de uma campanha desta natureza é enorme, por essa razão existem tão poucos clubes tricampeões.

Nós vencemos a partida final de 44, mas sabíamos que estávamos enfrentando uma equipe superior a nossa, e, se voltássemos a nos defrontar, no estado em que se encontrava a nossa equipe, seríamos fatalmente massacrados.

Para surpresa do futebol carioca, o Vasco entrou no campeonato de 1945 com um novo sistema tático de “Dom Ondino Vieira” que veio a ser conhecido no mundo inteiro como 4-3-3. Essa formação foi a que durou e mais glórias deu ao futebol brasileiro, levando o clube da colina de São Januário a um campeonato invicto e o Brasil a um bicampeonato mundial, em 1958 e 1962.

O Vasco foi campeão de 1945 com seus compartimentos, defesa, meio-campo e ataque em perfeito entrosamento.

Essa obra maravilhosa teve seu princípio do 4-2-4, que foi a primeira rebeldia da década de 40, e aconteceu de forma bem discreta. Dom Ondino Vieira puxou o ponta-direita Djalma para trás e formou o terceiro homem do meio-campo do 4-3-3.

Se isso acontecesse entre os compositores da música popular, eles diriam o seguinte:

– Nós fizemos a primeira parte, Ondino fez a segunda e o samba ficou maravilhoso.

O medo na época era que iria iniciar um novo sistema defensivo no Rio. Ledo engano, pois Ondino provou dentro desse mesmo campeonato que o sistema era tão agressivo como o 4-2-4, com a vantagem de ser mais forte defensivamente no meio-campo com três homens.

O primeiro ponta recuado do 4-3-3 foi Djalma, pernambucano de Garanhuns, que tinha uma capacidade física invejável e sabia jogar nos três compartimentos do 4-3-3.

Um dia conversando com meus amigos pernambucanos, Ademir, Vavá, Orlando e o cantor José Tobias lhes perguntei:

– Djalma nunca foi um santinho, como ele aguentava correr tanto, ele marcava, cobria e ainda fazia suas incursões pela ponta’? A resposta veio em coro:

– Ziza, eram reservas adquiridas durante a infância em Garanhuns que tem o melhor clima do Brasil.

Como Djalma, Ademir foi o primeiro ponta-de-lança deslocando-se pelas laterais do campo.

O “queixada” tinha uma grande vantagem sobre os demais jogadores da função, por ser um atacante que jogava nas quatro posições adiantadas do ataque. Outras vantagens eram a sua velocidade e o forte arremesso com os dois pés.

Com a volta do Djalma na função de terceiro homem do meio-campo, o lateral adversário se adiantava um pouco na marcação, deixando um corredor as suas costas para a penetração dos dois mais rápidos jogadores do Rio de Janeiro, o tocha negra Izaías e o flecha branca Ademir, que iam se defrontar com um zagueiro que não estava muito familiarizado com o setor do campo para onde estava sendo levado. Quando esse jogador era batido o seu sistema defensivo ficava completamente vulnerável.

O Vasco da Gama tinha na época três grandes meias, Ademir, Lelé e Jair, assim como um grande centroavante, o Izaías. O meia que ficava de fora era um reserva de luxo.

A equipe campeã invicta: Rodrigues, Augusto, Rafaneili, Eli e Argemiro. Djalma, Beracochea e Jair ou Lelé. Ademir, lzaías e Chico.

Time-base: Rodrigues, Augusto e Rafanelli; Berascochea, Eli e Argemiro; Djalma (Ademir), Lelé, Isaías, Jair e Chico. Técnico: Ondino Viera

Fonte:

https://historiadofutebol.com/blog/?p=1151

https://www.netvasco.com.br/mauroprais/vasco/1945rj.html

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