quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

História de Garanhuns


Em 27 de Agosto de 1977 o Jornal O Monitor publicava | Alfredo Rocha morreu como viveu - Engolfado nas letrasO peso dos 65 anos não seria capaz de deter a indomável inteligência de um dos  mais  preclaros intelectuais de Garanhuns que se chamava Alfredo Correia da Rocha. O Grêmio Ruber van der Linden, sofre o rude golpe da perda do grande e insubstituível companheiro. - Quem diria hein Rocha, que você terminaria seus dias como sempre desejou: vivendo a atmosfera das letras; disseminando cultura, doando-se à nova geração, formulando convites através dos seus  magníficos trabalhos, para que os jovens de hoje, tomem mais interesse pelas letras.

Naquela terça-feira quando era delirantemente aplaudido no SESC o formidável jornalista, poeta e escritor, sofre uma parada cardíaca e tomba. Tomba seu corpo ante à plateia perplexa. Seus amigos mais próximos vão em seu socorro. Ainda balbucia: "O que está acontecendo comigo? - Respondeu o próprio - Estou morrendo". - Rocha, somente a morte seria capaz de imortalizá-lo.

Foi brutal termos que  acenar os lenços. Você, Rocha, sacramentou no cascatear dos dias, lindos capítulos de humildade. Nunca se empavonou com o  manancial de cultura de que  era possuidor. Dos seus lábios nunca partiram frases de desdém contra quem quer que fosse. Naquela noite triste, você falou como se estivesse "cuidando da despedida", conforme Humberto Moraes. E foi um  grande adeus. Que não tem tamanho.

Não há adjetivo que o dimensione. Em nome e em respeito a tudo que você representou em vida pela cultura brasileira.

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