quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

História de Garanhuns

Pedro de Souza - Residente no segundo trecho, casa nº 129, na Rua do Recife, com suas três irmãs solteiras - Mariquinha, Julita e Hortência, tendo instalado aí a sua alfaiataria, mais ou menos em 1919. Hábil oficial, em 1925, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde logo se conceituou na arte de "bem vestir" o sexo masculino. As manas continuaram no mesmo imóvel, como alfaiatas.

Minha mãe era uma das freguesas permanentes das irmãs "sananas" como eram conhecidas, pois a nossa família estava aumentando, havia necessidade de fardas para as minhas manas, alunas do Santa Sofia, e o tempo de dona Zózima era pouco nas afazeres de alimentação e arrumação do lar. Mariquinha era a mais brincalhona com a garotada, sendo  uma das grandes amigas da família. Elas sempre me tratavam por "Beto", mesmo quando as visitava, já casado e pai de filhos. Foi uma amizade que se manteve por toda uma vida. (Fonte: Os Aldeões de Garanhuns | Alberto da Silva Rêgo | 1987).

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