sábado, 12 de fevereiro de 2022

José Brasileiro Vilanova

Por Manoel Neto Teixeira*

Garanhuns, além de suas características geotográficas e climáticas, situada que está a 800 metros acima do nível oceânico, também se  destaca no campo das letras e dos valores humanísticos.

Contamos dezenas de  nomes que se projetaram, uns na própria terras outros, na sua maioria partiram em busca de formação superior e carreira profissional nos grandes centros como Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, entre outros.

Citaríamos, aqui e agora, pelo menos três desses vultos, nascidos na primeira metade do século XX: Luís Jardim, autor de obras de destaque nacional, como Maria Perigosa e Boa Aruá; Mário Márcio de Almeida Santos, autor do clássico a Hecatombe de Garanhuns - Anatomia de uma Tragédia; e Quarentena, entre outras obras; e José Brasileiro Vilanova, tema de nossa palestra nesta noite.

Agradecemos inicialmente à atual diretoria da Academia de Letras de Garanhuns, sob a presidência do professor/escritor Carlos Guedes, pelo convite para discorrermos nesta noite sobre um dos aspectos da extensa e consagrada obra do mestre José Brasileiro Vilanova, patrono que é da Cadeira 21 desta Academia, que temos a honra de ocupar.

Nascido nesta cidade em 1914, no seio de tradicional família, José Brasileiro Vilanova partiu adolescente para o Recife, após concluir aqui o ensino preparatório no Seminário São José, em 1928. Ingressa no Seminário Arquidiocesano de Olinda e Recife, onde conclui o Curso de Filosofia, 1933, e, em seguida, faz o curso superior de Teologia no mesmo Seminário.

Para desencanto familiar, começava aí o jovem José Brasileiro Vilanova a frustrar a expectativa de seguir a carreira sacerdotal, como era costume no seio das tradicionais famílias dessa época. Em 1949, presta concurso vestibular na Faculdade do Recife, sendo aprovado em primeiro lugar, onde realiza os cursos de bacharelado e doutorado, defendendo a tese da Responsabilidade Penal do  Médico, aprovada com louvor. Realiza em seguida o curso de Letras Neolatinas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da então Universidade do Recife, concluindo-o em 1952.

Em seguida é aprovado em concursos públicos de  provas e títulos para as cadeiras de Latim e Português no Colégio Estadual de Pernambuco, Instituto de Educação de  Pernambuco - IEPE e Faculdade de Filosofia de Pernambuco, integrante da Universidade do Recife. Tendo ensinado também nos principais colégios da rede privada do Recife.

Começa a receber a partir daí insistentes convites de várias instituições de ensino do Brasil, para compor bancas examinadoras em concursos de provas e títulos.

Concomitante à larga carga de ensino nos três turnos, diariamente, como catedrático da Latim e Português, inicia a publicação de obras clássicas no Campo de linguística e  e da literatura, encampadas pelas principais editoras do Rio e São Paulo, tais como: 

Contribuição ao Estado da Antroponímia, Linguagem e Poesia; Cassimiro de Abreu (temática e linguagem poética); Teresa Margarida Moralista Portuguesa; Sentindo Estético e Cultural do Modernismo; Programas de Português do Curso Secundário primeira, segunda, terceira e quarta séries, reedita seguidamente pela Editora do Brasil e adotada como recomendação didática em todo o Brasil; Língua e Estilo de um Menino de Engenho; Aspectos Estilísticos da Língua Portuguesa; e, em 1976, pela Editora da Universidade Federal de Pernambuco, publica A Literatura no Brasil Colonial.

*Advogado, escritor, jornalista e professor | Multivisão - Tomo IX - Literatura, História e Jornalismo.

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