segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Lamento do vaqueiro


Paulo de Melo | O Poeta da Natureza

O vaqueiro de verdade

Trabalha sem visar ganho

Sem tempo de tomar banho

Esquece da própria vida

Pra arrumar a comida

Pra alimentar o rebanho

Vida de gado


O vaqueiro logo cedo

Já levanta preparado

Solta o gado no cercado

Volta, vem tomar café

Beija os filhos  e a mulher

E vai trabalhar sem medo

Essa é a vida do vaqueiro

Que tem uma vida dura

Trabalha o dia inteiro

Só água e rapadura

E no rosto a moldura

Desse grande herói brasileiro


Enquanto os trapaceiros

Governantes sem moral

Organizam tribunal

Roubam o nosso dinheiro

Roubam o açúcar e o sal

Da família do vaqueiro


E tem milhões de brasileiros

Na mesma situação

Faltando arroz e o feijão

Por causa dos trapaceiros

Roubando nosso dinheiro

Esses filhotes de cão


Enquanto nossos irmão

Lutam por sobrevivência

Já perdendo sua crença

Que não vai ter solução

Bota o joelho no chão

E começa a penitência


E os brasileiros clamando

E a injustiça avançando

E nem choro da criança

Com sua reclamação

Abrando o coração

Desta maldita herança

Garanhuns | 2018

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