domingo, 27 de fevereiro de 2022

Lembranças


Evaldo B. Calado

Quais pássaros em vadias revoadas,

Já longe vão as virtuais imagens

Que embalavam sonhos da juventude,

Alimentando fantasias, quimeras.


Hoje, essas lembranças voláteis;

Pairam, às vezes, no meu pôr do sol,

Que, de tão distante horizonte,

Só as contemplo como a estrelas.


Seu brilho já não impressiona a retina

Com a mesma intensidade de outrora,

Imagens fugidias alimentando sonhos,

Embalando a vida no pretérito.


Pudesse construir um alçapão,

Aprisionar tais imagens latentes,

Alimentando-as de ideias renovadas,

Para indeléveis ilustrar a existência.

Garanhuns | Ano 2001.

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