terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

O frescor das musas


José Hildeberto Martins

Se a poesia é pura falsificação,

seja louvado o poeta

por cuja fantasia

ruma a fadários sem fim.

Se lhe aprouve,

a virgindade cede os escrúpulos;

se não, obriga a paciência a esperar.

Sem sua visão a vida se curva,

liberdade se confina.

Trago o céu sob os pés

e sobre a cabeça as metáforas

que me põem fora e distante de mim mesmo.

Um sonho sorri

e me transporta elétrico;

e isto é mais do que eu.

Viva a alma vocativa

em direção ao Deus extrospectivo.

Vivam os desejos, os frescores dispersos!

Benditas sejam as musas

que sempre inspiram

e perpetuam os versos.

Garanhuns | Ano 2006.

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