quarta-feira, 2 de março de 2022

A mão de meu pai

Aldemar Alves de Almeida

Ôi pai, quanta saudade

da tua fala, teu olhar

do teu jeito de andar

da nossa boa amizade.


Muita falta hoje eu sinto

da tua voz respeitada

da tua mão tão pesada

quando pegava no cinto.


Tua mão que dominava

um cavalo ou um novilho

era a mesma que puxava

as rédeas desse teu filho.


Tua mão que consertava

Aqueles meus desmantelos

era a mesma que passava

alisando meus cabelos.


Hoje eu tenho precisão

daqueles carinhos teus

e também da tua mão

corrigindo os erres meus.

Garanhuns | Ano 2005.

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