terça-feira, 8 de março de 2022

História de Garanhuns

Joaquim da Costa Campos - Português, residia na Rua do Recife, vizinho de Quintão, casado com Judite e sua descendência compunha-se de: Odilon, Raul, Otávio e Orlando. Esta turma, mais velha do que a nossa geração, já se encontrava em "outras águas", inclusive porque o "portuga" os colocara, desde cedo, no trabalho. Proprietário da Sapataria "Calçado Pátria" localizada na Rua  Santos Dumont, 15, ali encontrado sempre na luta - uma faca na mão, cortando couro destinado à confecção de calçados, pois também os fabricava. Já de cabelos brancos, era incansável na sua tenda comercial. No mundo social chegou a ocupar a Presidência do Comércio Sport Clube, pois gostava de jogo bretão. Talvez, por isso, nunca negava contribuição, quando a gurizada ia solicitar auxílio para a compra de  uma bola de couro.

Na qualidade de comerciante, improvisou um sistema de crediário, uma espécie de "carnê", que constava de um  cartão padronizado, com 24 pequenos quadros. No cabeçalho o nome do comprador, valor da mercadoria e contribuição semanal. Pagamento aos sábados, dia de feira. Era uma maneira prática de vender a crédito, principalmente à matutada -  freguesia certa, nos fins de semana. Utilizando tal sistema de  crédito, adquiri, em 1930, um sapato clarck no valor de trinta mil réis (30$000), pagamento de um mil réis por semana. O seu  divertimento, era jogar gamão com o vizinho Felinto Velho. (Fonte: Os Aldeões de Garanhuns | Alberto da Silva Rêgo | 1987).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

30º FIG homenageia Ivo Amaral e Marcílio Reinaux

Blog do Carlos Eugênio Garanhuns vive a expectativa do lançamento da programação oficial do 30º Festival de Inverno. Neste ano, a Festividad...