quinta-feira, 17 de março de 2022

Março Lilás alerta sobre a importância de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer do colo uterino

O mês de março, que já é dedicado às mulheres devido à celebração do Dia Internacional da Mulher (08/03), também foi escolhido para dar foco à saúde do público feminino, em especial a uma doença que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres: o de colo do útero.

A campanha Março Lilás alerta a população brasileira sobre a importância do rastreamento e detecção precoce da doença. O pico de incidência se dá na faixa etária de 45 a 50 anos, e a mortalidade aumenta progressivamente a partir da quarta década de vida, segundo informações do Inca.

O câncer do colo uterino, é uma lesão invasiva no útero causada principalmente pelo HPV, o papilomavírus humano, a doença causa uma alteração das células do colo do útero da mulher. “Essa alteração é causada na maioria das vezes pelo papilomavírus humano (HPV) e o exame preventivo é o Papanicolau, através da colposcopia - que permite a visualização do colo do útero e da vagina com lentes de aumento - e pela biópsia do tecido do colo do útero. Quando esta alteração é detectada precocemente, as chances de cura são altíssimas”, explica Alexandre Gomes, médico oncologista e diretor de oncologia do Sistema Hapvida. 

Segundo o médico, a prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo HPV, que muitas vezes se dá através do contato sexual. “Nesse caso, o uso de preservativos é muito importante, pois o vírus pode estar presente tanto no organismo do homem quanto da mulher”, destaca Alexandre Gomes.

Outra forma de prevenir a doença é a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV), o imunizante já está presente no calendário vacinal para meninas de 9 a 13 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacinação é muito importante para prevenção da doença, os pais devem levar seus filhos para atualizar o cronograma vacinal.  

Os fatores de risco para adquirir a doença são a iniciação da vida sexual precocemente, a multiplicidade de parceiros sexuais de forma desprotegida, multiparidade (várias gestações), o uso de contraceptivos orais e o tabagismo. “O tabaco aumenta a incidência desse câncer e é proporcional à quantidade de cigarros que a pessoa fuma”, alerta o especialista. 

Em relação ao tratamento, poderá ser feita a retirada parcial ou total do colo do útero, seguida ou não de radioterapias e quimioterapias. “Por isso, é importante que as mulheres e os homens, parceiros dessas mulheres, tenham consciência da importância do exame preventivo. O diagnóstico precoce salva vidas”, finaliza Alexandre Gomes, médico oncologista e diretor de oncologia do Sistema Hapvida. 

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