sexta-feira, 18 de março de 2022

Marteladas do tempo


Carlos Janduy

Que bom tocar os sinos

Quando a hora é a que começa;

Quase roubar um beijo,

Quociente do que já é incompleto.


Uma filosofia, outra filosofia,

Unidas superficialmente.


Em busca de respirar

Eminente desejo,

Entorpecidos os pés pesam.


Reserva-se a coragem dos receios,

Reencontram-se as marteladas do tempo.


Efêmero é este suspiro

E tudo é consequência dele.


Reservam-se os receios da coragem,

Reanima-se os sinos quando a hora recomeça.

Garanhuns | Ano 2001.

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