quinta-feira, 17 de março de 2022

Meus ais


Evaldo B. Calado

Os ais que embalaram mais, a imaginação,

No instante fugaz, dorido, e transitório,

Fustigaram-se a alma, formando-me repositório,

Dobrando-me a cerviz, joelhos na oração.


Aqueles momento que, em lágrimas amaldiçoei,

Levaram-me para mais perto de meu Senhor,

Mostrando a imagem plena do verdadeiro amor,

Sufocando a própria dor, exemplo vivo do meu Rei.


Tais lágrimas, vertidas em profusão,

Não lavaram a alma nem me deram alento,

Perderam-se no tempo, todo o tomento;

E guardei na fé, solene e calmo, o coração.

Garanhuns | Ano 2001.

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