quinta-feira, 31 de março de 2022

O Índio Garanhuns


Maurilo Campos Matos

A noite já se veste em tons de madrugada

E a brisa sopra leve e fria sobre os montes.

A terra que bebeu as águas da invernada,

Entoa a matinal dos ninhos e das fontes.


A luz invade a mata, despertando as flores,

E a aura perfumada se entretém nos ninhos.

O céu brilha no orvalho em chamas multicores.


Em torno se desdobra o dorso caleante

Da serra em altiplanos, vales e vertentes, 

O estofo mineral, de seiva exuberante,

Expondo aflorações, fluindo das nascentes.


Garanhuns se levanta. Em tudo a mesma calma. 

O olhar cheio de luz pela amplidão perpassa.

E dói-lhe a solidão e a dor da trazer n'alma,

Num céu de tradições, o caso de uma raça.

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