sábado, 19 de março de 2022

Poeta solitário


Maurilo Campos Matos

A noite é fogueira extinta

A brisa uma fagulha sequer.

A brisa faz a sua festa,

Cantando a triste seresta,

Sem violão, sem mulher.

O poeta solitário,

Envolto neste sudário,

É o astro da ilusão.

A sua luz só tem brilho

Numa plangente canção.


Oh! Noite fria de inverno,

Tu não paras de chover.

Por teu pranto a terra espera

Pra fulgir o florescer.

Noite fria de minh'alma,

Tu não para de chorar.

Só resta uma esperança:

É saber que, na lembrança,

Saudade há de brotar.

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