quarta-feira, 23 de março de 2022

Praça João Pessoa


Alberto da Silva  Rego

(a Francisco Brennand e Maurilo Matos)

Nos meus tempos de criança,

A praça era para brincar,

Porém, no tempo da transa,

Eita!... vamos namorar. 


Nos meus tempos de criança,

A brincadeira era correr,

Não havia, uma esperança

De cousa melhor para fazer.


Nos meus tempos de criança,

O Michelin, o Zé Cabrito,

Iaponan, Lula, França,

O grupo monólito.


Porém, no tempo de transa,

Gostoso era paquerar

Na praça. Que bonança!...

Todo mundo a galantear.


Era um bando de morenas,

Que sabia fascinar,

Sem esquecer as açucenas,

Além de uma banda a tocar.


Nos meus tempos de criança,

Uma estátua de menino.

Que graciosa lembrança

Do "nini" pequenino,


Um maroto garotão,

Há onze lustros esquecido,

Sem vintém, sem tostão,

Hoje, tudo destruído.


E, o garoto - estátua,

Num pedaço de calcáreo,

Não é minha, não é tua,

Quem tem tal fadário?...


Melhor sorte para o "João"

Feito em puro bronze,

Teve vintém e tostão,

Fazia parte dos "onze".


Meninos e meninas,

Daqueles tempos de brincar.

Daqueles idos de namorar,

Venham colher as boninas,


Na "Cidade das Flores",

Ao som daqueles dobrados,

Relembrem nossos amores,

E, também, entes amados.


Gostoso, nesse dia,

Rever a PRAÇA antiga,

Hosana!... Que alegria

"Dos meninos de uma figa"


"Meninos de uma figa",

A MAURILO E BRENNAND, e coração,

Enviam uma palma amiga

Pelo bem do garotão.

Garanhuns, 13 de outubro de 1984.

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