terça-feira, 1 de março de 2022

Rancho da felicidade


Paulo de Melo | O Poeta da Natureza

Ao pé da montanha tem um rancho

E desce um rio que corre água cristalina

São as águas que descem da colina

Que caem dos olhos deste pobre sofredor

Que nesse rancho nasceu e se criou

E com tempo foi obrigado a mudar

E não é feliz onde está

Sua felicidade é na imaginação

Tanta tristeza que eu tenho no coração

E lembranças que trago deste lugar


Meu velho rancho não consigo te ver mais

Onde vivi com meus pais e meus irmãos

Meu coração cansado não descansa

Lembrando o tempo de criança que vivi no meu sertão


Lembro a fumaça do velho fogão

Lembro mamãe preparando o alimento

Sou feliz por lembrar desse momento

Quando eu brincava na poeira

Eu tomava meu banho de cachoeira

Eu descansava na rede balançando

Acordava e continuava brincando

E vários frutos a gente ia pegar

Comia frutos até se fartar

Esse foi o meu tempo de criança


A saudade que eu tenho do passado

Me dá força pra caminhar pro futuro

Nesta vida tem pontos obscuros

Que o homem jamais pode imaginar

Hoje as águas que descem dos meus olhos

São como as que descem da colina

São fontes de água cristalina

Que nascem da minha imaginação

São lembranças que eu tenho do meu sertão

E do cantinho que eu nasci e fui criado.

Garanhuns | Ano 2018.

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