sexta-feira, 11 de março de 2022

Sem destino

Letícia Duarte Oliveira

Tarde sombria, fria, triste,

O meu ímpeto resiste

Nem eu mesmo sei porquê.


Tremo, choro, pois não encontro uma  saída.

É como um grande mal

Uma enorme ferida, que nunca vai sarar.


Se eu grito por socorro, não sou ouvida,

Se eu peço ajuda, não sou atendida,

Se eu corro bastante, não saio do lugar.


Se eu vou ajudar, sou dispensada,

Se eu vou acalentar, sou maltratada,

por que meu Deus, esta longa estrada?


Será que está em mim o defeito?

Será que não faço nada direito?

Ou isso aqui não é o meu lugar?


Para um convento, eu vou entrar,

Uma freira eu vou procurar ser

Com Deus eu seu que vou poder,

Com ele me clausurar.

Garanhuns | Ano 2007.

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