sábado, 26 de março de 2022

Sou um defensor da cultura


Paulo de Melo (O Poeta da Natureza) 

Quando falo de cultura

Não falo de cultuar

Tampouco blá-blá-blá

Como algumas criaturas

Falo de música caipira

O forrozão do sertão

Da lambada e vanerão

E o romântico que me inspira


Mas gosto é aquilo

Cada um tem o seu 

Esse é o gosto meu

Eu não crio empecilho

Uma coisa digo aqui

O meu ouvido não é privada

Pra ouvir tanta cantiga safada

O difícil é ter que ouvir


Existem umas cantigas

É a pior prosa que tem

Tem coisas que não convém

É isso que me intriga

Quando é uma bela cantiga

Aquela que tem melodia

Sempre deixa a alegria

E uma simpatia amiga


Mas existe prosa ruim

Na rádio e na TV

Como alguém consegue ver

Uma coisa tão ruim assim

Me diz: isso é cultura?

Por isso eu digo assim

Quando fala de cultura

Sinto logo um cheiro ruim


Desculpe-me a franqueza

Eu não consigo mentir

Quando eu falo de cheiro ruim

Eu tenho a minha certeza

Mas gosto é aquilo

Cada um tem o seu 

Pois esse é o meu

E fique aí tranquilo.

Garanhuns | Ano 2018.

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