domingo, 24 de abril de 2022

Carta Aberta ao Prefeito de Garanhuns - Ivo Amaral

Dr. Luiz Arnaldo de Souza      São  Sebastião, Al | 01 de Março de 1981  

Por um dever, na máxima expressão da palavra por uma gratidão profunda, vindos dos anseios do nosso "ego"; num reconhecimento indeclinável às grandes qualidades do edil garanhuense a quem, nos termos articulados nesta missiva nos dirigimos e ao  público em geral.

Não há, todavia, qualquer elemento constituído que venha ocasionar procedimento em contrário ao nosso pensamento aqui firmado.

É bem verdade que aqui a nossa palavra não tem aquele ardor; aquela bravura; aquela audácia; aquela poesia, como aquelas (palavras) dos poemas de Lauro Cysneiros; das crônicas de José Francisco de Souza; das saudações de Uzzae Canuto; da palavra fácil de Zé Rodrigues; das afirmações tribunícias de Fausto Souto Maior, de memoriais e  documentários outros de intelectuais da  nossa Terra que vibram com toque de  eloquência e candente retórica, como foram os pronunciamentos de Raimundo de Moraes, da saudosa memória, a quem rendemos nossos distintos tributos com reverência e carinho, além de  outros de igual afirmação.

Nada, nada disso, mesmo em conjunto formando em quantum, não constituíam elementos substâncias, mesmo que engendrados pela sabedoria, com impulsos fulminantes de inteligência privilegiada, não atingiam o ápice à descrição do quadro renovador da administração IVO AMARAL, no quadriênio. Foram, na verdade, quatro anos de renovação à nossa Terra, num espetáculo, que faz vislumbrar a todos que convergem à nova Garanhuns.

Um espetáculo que veio entoar com as  belezas naturais indescritíveis das sete colinas, legado a Garanhuns pela  própria natureza. A administração Ivo Amaral não é apenas, um espetáculo como dizíamos. É um complexo de cena, cenário e espetáculo que a mente humana tem que delirar. 

Os quatro anos de administração que nos referimos, foram na verdade, uma. A nossa argumentação não pode deixar dúvidas, pois, décadas e mais décadas se passaram e o embelezamento artificial da nossa grande urbes era sempre esperado. Parecia que "canto de portiguarí", que segundo a sabedoria popular, anuncia a chegada de alguém ou  de alguma coisa, estava a anunciar a  mudança radical da face da terra que  nos servia de berço. Parece que tudo estava predestinado e a convocação da  nossa gente para uma tomada de posição foi um imperativo das circunstâncias. Aproxima-se a comemoração centenária da nossa Terra. Era preciso que as comemorações se efetivassem com outro aspecto da cidade. Um  aspecto que deixasse Garanhuns como uma verdadeira Garanhuns. Uma Garanhuns com suas belezas naturais estavam a reclamar.

Mas, em tempo hábil, a nossa gente tomou posição, e que aconteceu em  1976, e o sonho de muitos garanhuenses foi concretizado. Lá estavam as belezas naturais rindo (força de expressão) com a chegada das belezas artificiais para formarem um "todo", para um desafio da mente humana.

Chega a data centenária. Garanhuns não era àquela de antes. Era  agora, a grande urbes decantada pelo gênio da poesia, onde a musa é uma constante para deleitar os poetas e a melodia torna-se sonora e encanto dos morros que têm como pranto os lençóis de neves. É, sim, agora, Garanhuns encantadora. Garanhuns vislumbrante, Garanhuns, mais Garanhuns, Terra das Flores, agora com flores.

Garanhuns que a brisa da noite desce colinas para cobrir as avenidas asfaltadas como se estivesse a protege-las (avenidas das intempéries do tempo, formando lençóis brancos retirados com o aquecimento do ar, como se estivessem descobrindo-se (avenidas) para os circunstantes as delirem com a nova face da grande Terra.

É, sim um contraste de belezas naturais associadas às obras implantadas por Ivo Amaral. Sim Ivo sim garanhuenses, foi a palavra quem governou as Repúblicas de Roma e a Velha Grécia. Sim, pernambucanos de Garanhuns, foram os homens portadores de  verossímil tirocínio administrativo quem ergueram as grandes obras encantadoras nas grandes metrópoles  merecendo menção especial as Jardins Suspensos da Babilônia, a Ponte do Brooklyn, em New York, a Igreja de  Notre-Dame, em Paris, e outras de igual valor. 

Em Garanhuns, é bem verdade, não foram erguidos jardins suspensos, nem  outras obras que denominamos. Mas, nos quatro anos de governo de Ivo Amaral, um conjunto de obras foram implantadas que deleita a mente humana do mesmo modo que àqueles, num  desafio de 100 anos.

Um desafio sim, resultado da livre manifestação dos garanhuenses no desfecho político de 1976, cujo objetivo foi  o hasteamento da bandeira do desenvolvimento, como primeiro passo a afastar pretenciosos e defensores  da própria causa, e que por décadas e mais décadas, tolheram o nosso desenvolvimento, acionando o breque do progresso.

É esta a missão que nos compete, é esta a nossa obrigação, e, finalmente, dever nosso como o é de outros garanhuenses que senhoram com o renascimento da nossa Terra. Como está Garanhuns? Tão encantadora como sempre foi desejada pelo gênio da poesia na musa mais afável do poeta.

Daqui das alagoas, a saudade imorredoura da Terra que nos serviu de berço, de onde estamos há 5 anos afastados por conveniência e não sabemos até quando, mesmo assim, cumpri-nos o dever de levar ao público o quanto de nosso desejo e contentamento pela  administração imbatível de Ivo Amaral, dando a nossa grande urbes um cenário vislumbrante que ele muito merece e  há muito reclamava.

Através desta missiva "ABERTA" não poderíamos usar de expediente se não este para levarmos ao público o quanto do nosso orgulho em vermos Garanhuns dos nossos sonhos dias, levantando-se para novos horizontes num equilíbrio de belezas (naturais e artificias), resultado do dinamismo, vaidade e consciência dignificante do grande edil garanhuense - Ivo Amaral.

Sim, Ivo, estais cumprindo a tua missão muitas vezes retiradas em oportunidades outras, especialmente quanto do exercício do mandato de vereador, onde o nosso diálogo sempre foi franco e para assumir a chefia municipal, sempre foi a nossa orientação, até quando vimos nosso sonho concretizando, embora ausente. Mas mesmo assim, sempre rogamos a Deus, e tudo aconteceu graças a grandeza da nossa gente, no momento mais oportuno da nossa história - data centenária da nossa urbes.

Não nos é permitido qualificar à presente como significativa. Mas, para nós é o seu significado por demais imperativo e oportuno. Tangencia-me as  expressões à grandeza da nossa Terra, cuja instauração deve-se à grandeza de espírito da nossa gente, especialmente no momento mais oportuno para içar a bandeira da paz, fazendo reviver o amor, o carinho e a nossa glória com novas ideais e novas perspectivas para realçar a grandeza da nossa  cidade, uma caminhada ao engrandecimento de causar inveja a outros centros, quer do Estado, do Nordeste e por que não se diga do Brasil.

O marco está fincado. A coragem é o meio ao sustentáculo da filosofia político-administrativo. O esmorecer traduz covardia. O nosso solo não tem  uberdade com prontos dos enfraquecimentos. Os vencidos não encontrarão meio-ambiente em nossa Terra, como agasalho. Nossos campos (Gara na linguagem indígena) são ubérrimos pela valentia (força de expressão) da nossa gente.

A mudança radical da nossa urbes no quadriênio administrativo - 1977/1980, tutelado por Ivo Amaral é um marco indelével e merece nossos aplausos. É um orgulho para Garanhuns, uma glória para nós garanhuenses.

Daqui das Alagoas, aplaudimos a  administração Ivo Amaral e enviamos a  quem interessar possa, nossos tributos ao grande edil garanhuense, com  distintos parabéns aos munícipes, pela grandeza que alcançou a nossa Terra, de nós estremecida. (Texto transcrito do Jornal O Monitor de 21 de Março de 1981).

Foto: Ivo Amaral, Amílcar da Mota Valença e Paulo Guerra.

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