quinta-feira, 14 de abril de 2022

Graciliano, vida e seca

Por João Marques*

Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em  Quebrangulo - AL, em 27 de outubro de 1892. Escreveu 14 livros, e, aos 12 anos de idade, já publicava no jornal da escola o seu primeiro conto: O Pequeno Pedinte. Na infância, viveu em Buíque-PE e em Viçosa-AL. Nessa vida de cidade de interior, sendo prefeito de Palmeira dos Índios-AL em 1928, inclusive, foi estruturado o escritor voltado para os problemas sociais. E a crítica das relações humanas foi, também, a manifestação do seu estilo literário. Importante ficcionista do modernismo, com o Realismo Crítico. Fez parte do grupo de  escritores que tratava dos  problemas gerais do Brasil, e, especificamente, de certas regiões.

Estreou na literatura, em 1933, com o romance Caetés. O livro havia sido escrito, entretanto, 8 anos antes. E  coube ao escritor e editor, do Rio de Janeiro, Augusto Schmidt, descobrir Graciliano  Ramos, lendo os relatórios que  esse provinciano havia escrito, como prefeito de Palmeira dos  Índios. Caetés não agradou aos naturalistas, por ser narrado na 1ª pessoa gramatical, e não foi colocado entre obras importantes de então, como de Jorge Amado e Rachel de Queiroz. Anos depois, é que  começou o reconhecimento do livro de história decorrida em Palmeira dos Índios, com o protagonista João Valério. Outras obras ficaram destacadas, como São Bernardo (1934), Memórias do Cárcere (1953), e seu principal livro, Vidas Secas (1938), esse  premiado pelos Estados Unidos (Prêmio William Faulkner), todos reproduzidos pelo  cinema.

Em 1914, no Rio de Janeiro, foi  revisor dos jornais Correio da  Manhã, A Tarde e O Século. Em 1930, Maceió, diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado. Em 1939, no Rio de Janeiro, foi Inspetor Federal do Ensino. Foi preso, acusado de ser comunista, em 1936. E, em 1945, entra no PC. Em 1951, foi presidente da Associação Brasileira de Escritores. Realizado, como um dos melhores escritores do Brasil, Graciliano Ramos faleceu no Rio de Janeiro, em 20 de março de 1953.

*João Marques dos Santos é escritor, jornalista, cronista, diretor/redator da Revista Cultural O Século, autor do Hino de Garanhuns, foi presidente do Grêmio Cultural Ruber van der Linden e da Academia de Letras de Garanhuns - ALG.

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